Tuberculose: novas recomendações para o tratamento da infecção latente em pessoas que convivem com o HIV

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A tuberculose é uma doença infecciosa prevalente em nosso meio, e o risco de pessoas que convivem com o HIV se infectarem é mais elevado do que o da população geral. A morbimortalidade nesse grupo específico é ainda maior, necessitando de mais cuidados.

O tratamento é sempre prolongado, usualmente por seis meses na forma pulmonar, com rifampicina, isoniazida, pirazinamida e etambutol. Lembrando que a rifampicina possui interação com os antirretrovirais inibidores da protease. Não é considerada doença definidora de AIDS, e em nosso meio ocorre com relativa frequência em pessoas soronegativas, principalmente em indivíduos com graus de imunossupressão variáveis e por razões diversas.

Durante muito tempo, a recomendação era que fosse realizada a profilaxia nessa população apenas quando o PPD (que deve idealmente ser repetido anualmente) estivesse acima de 5mm, desde que excluída a infecção ativa. Mantém-se essa indicação relacionada à prova tuberculina para pacientes com CD4 superior a 350 células.

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A nova diretriz, de 21 de junho deste ano, recomenda o tratamento da infecção latente para todas as pessoas que convivem com o HIV e que possuam contagem de células CD4 inferior a 350, mantendo a isoniazida na dose de 300mg por seis meses (ou até nove meses). O número total de doses é mais relevante do que o tempo total de uso da medicação. Para gestantes, a recomendação é que se espere até o segundo trimestre.

A nota informativa cita ainda que o fluxo de dispensa da medicação deverá ser facilitado, com a programação de retirada ocorrendo no mesmo local em que ocorre a dispensação dos antirretrovirais.

A isoniazida costuma ser bem tolerada, e embora possa estar associada a hepatotoxicidade, tal evento não ocorre com tanta frequência. A alternativa à isoniazida é a rifampicina.

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