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Mais de 1 milhão de crianças nos EUA já testaram positivo para Covid-19 desde o início da pandemia

Um milhão de crianças americanas com Covid-19

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Em recente relatório publicado em 16 de novembro, a American Academy of Pediatrics (AAP) e o Children’s Hospital Association afirmaram que o número de novos casos de Covid-19 em pediatria disparou na semana passada, quando os Estados Unidos ultrapassaram a marca de 1 milhão de crianças infectadas: de acordo com o relatório, mais de 1 milhão de crianças tiveram teste positivo para Covid-19 no país desde o início da pandemia.

A distribuição por idade dos casos notificados de Covid-19 foi fornecida nos sites dos departamentos de saúde de 49 estados, Nova York, Distrito de Columbia, Porto Rico e Guam. As crianças representaram 11,5% de todos os casos nos Estados que notificaram por idade. Um subconjunto menor de Estados informou sobre hospitalizações e mortalidade por idade. Os dados disponíveis indicam que a hospitalização e a morte associadas à Covid-19 são incomuns em crianças.

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O relatório ainda enfatiza que o número de novos casos infantis de Covid-19 relatados esta semana (quase 112.000), é de longe o maior aumento semanal desde o início da pandemia e que, neste momento, parece que a doença grave é rara na faixa etária pediátrica. No entanto, destaca-se a necessidade urgente de coletar mais dados sobre os impactos de longo prazo nas crianças, incluindo maneiras como o vírus pode prejudicar a saúde física, bem como seus efeitos emocionais e mentais.

A presidente da AAP, Dra. Sally Goza, declarou que considera este número “impressionante e trágico”. “Enquanto esperamos que uma vacina seja testada e licenciada para proteger as crianças do vírus que causa Covid-19, devemos fazer mais agora para proteger todos em nossas comunidades. Isso é ainda mais importante à medida que nos aproximamos do inverno, quando as pessoas naturalmente passarão mais tempo em ambientes fechados, onde é mais fácil para o vírus ser transmitido”.

Consequências para saúde das crianças

Em nota, a AAP destaca que a pandemia afetou a saúde infantil de várias maneiras. De acordo com uma pesquisa realizada nos Estados Unidos, 27% dos pais relataram piora da própria saúde mental e 14% relataram piora da saúde comportamental de seus filhos. Segundo o Centers for Disease Control and Prevention, as idas de crianças e adolescentes ao serviço de emergência por problemas de saúde mental aumentaram mais de 24% durante a pandemia.

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As interrupções na educação afetaram não apenas o desempenho acadêmico das crianças, mas também a estabilidade familiar e a equidade devido à perda de salários causada pelo fechamento de escolas. Além disso, as crianças reduziram o acesso aos cuidados de saúde durante a pandemia, conforme demonstrado em uma análise de dados recente do Centers for Medicare & Medicaid Services. Em comparação ao mesmo período em 2019, houve 22% menos imunizações para doenças infecciosas, como sarampo, e 44% menos serviços de triagem infantil.

A AAP ressalta a preocupação com as crianças que faltam às consultas de acompanhamento de desenvolvimento. Ademais, as crianças já eram vulneráveis ​​a abusos e negligência antes da pandemia, e pesquisas mostraram que fatores estressantes acumulados, como perda de emprego e doenças, colocam as famílias em risco de maus-tratos infantis. O aumento do estresse e do isolamento colocam as crianças em risco imediato de danos graves, negligência e até morte.

Mensagem final

Por fim, a AAP acredita que o número de casos de Covid-19 relatados em crianças é provavelmente uma contagem subestimada. Isso porque os sintomas nas crianças são frequentemente leves e elas podem não ser testadas para a doença. O vírus teve um impacto desproporcional nas crianças negras e hispânicas, que estão sofrendo um maior número de infecções, bem como outros impactos da pandemia, incluindo danos econômicos e falta de acesso à educação e outros serviços essenciais.

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