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Violência no trabalho: pesquisa mostra que grande parte dos médicos já foi agredida de alguma forma

Profissionais de saúde também são vítimas de violência no ambiente de trabalho, como mostra uma pesquisa realizada no estado de São Paulo. Realizada pelo Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) com o Conselho Regional de Enfermagem do estado (Coren-SP), a análise concluiu que 75% dos médicos e enfermeiros já sofreram algum tipo de agressão, seja verbal, psicológica ou até mesmo física, na minoria das vezes.

Entre os quase 5.700 profissionais que participaram do levantamento, a maioria dos casos aconteceu em hospitais e unidades do SUS. Geralmente, os familiares ou acompanhantes do paciente são os agressores, mas algumas vezes os próprios pacientes praticam os atos de violência.

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A pesquisa revelou ainda que cerca de 70% dos agredidos nestes casos não denunciou nem expôs as ocorrências. Os motivos eram por não acreditar que a denúncia seria levada adiante e pela dificuldade, segundo os médicos; e por dificuldades de registrar o caso e por medo de perder o emprego, segundo os enfermeiros. Entre aqueles que denunciaram, apenas 17,4% tiveram a situação resolvida, mas quase 65% dos profissionais ainda vivenciam atos desse tipo onde trabalham.

Para os conselhos, é possível que esses casos aconteçam porque os pacientes e os profissionais, em geral, não são preparados para lidarem com situações de contestação. Além disso, são ambientes e momentos de muita tensão e estresse. Você já viveu algo parecido? Denunciou ao hospital ou conselho responsável?

Veja mais: ‘Onde os profissionais de saúde mais erram?’

Referência:

  • Vidale, G. 75% dos médicos e enfermeiros de SP sofrem violência no trabalho. Site Revista Veja. Mar, 2017.

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