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Os sintomas vaginais são responsáveis pela alta procura nos consultórios de ginecologistas e obstetras. Podem causar desconforto, dor, faltas nas escolas, disfunções sexuais e perda de autoestima. Entender as razões pelas quais comensais da vagina podem levar a esses quadros, diagnosticar precisamente, tratar adequadamente e principalmente evitar as recorrências fazem desse a relevância desse tema.

De um lado encontramos a medicina alopática tradicional com os guidelines para tratamentos com resultados eficazes para as patologias mais comuns: vaginose bacteriana, candidíase e tricomoníase. Neste artigo recente (2020), vemos tratamentos para cada uma das patologias mais comuns causadoras de vulvovaginites na mulher.

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mulher com vulvovaginites em consulta médica com ginecologista

Vulvovaginites

A novidade que esses tratamentos estão recebendo adjuvantes. O ozônio como adjuvante pode diminuir as recidivas. Ainda não aprovado pela Food and Drug Administration (FDA) americano, os estudos pelo mundo estão mostrando que opções podem associar-se aos tratamentos tradicionais.

Mais do autor: Como realizar a terapia de reposição hormonal na mulher pós-menopausa?

Probióticos são organismos vivos que, administrados em quantidades adequadas, podem conferir melhora na saúde do hospedeiro. Também temos na literatura uma nova terapêutica tanto para tratamento quanto mais para profilaxia de infecções vaginais recorrentes. Os artigos estão se multiplicando. Uma revisão recente da Cochrane (2017) mostrou ligeira vantagem em tempo de tratamento e menores recorrências nos estudos com probióticos.

Em um estudo norueguês (2018) recente, usaram leite com probióticos na intenção de diminuir incidência de pré eclâmpsia e trabalho de parto prematuro. Os resultados demonstraram que a incidência de ambas as patologias foram menores quando usado probiótico tardiamente na gravidez, não desde o início. Estudos maiores devem determinar doses e tempo de uso e de início dos probióticos.

Os trials clínicos com probióticos ainda tem algumas restrições técnicas: número pequeno de pacientes para ter força estatística em seus braços, desenhos subótimos e outros vieses limitadores. Probióticos parecem ser seguros, mas precisam responder algumas questões técnicas:

  1. Muitas cepas estão juntas nos produtos, não podendo ser avaliadas isoladamente. Todas seriam benéficas?
  2. Com esses poucos dados, quais lactobacilos seriam os comensais da vagina e quais seriam dos probióticos? Quem estaria colonizando a vagina e garantido a saúde vaginal?
  3. Quem pode garantir a fiscalização na produção e pureza dos probióticos? Será que estaríamos recebendo o que queremos consumir?

Tanto pacientes como profissionais da saúde desejam melhores produtos, maior controle para que, associados aos antifúngicos e antibióticos tradicionais, a saúde da mulher seja garantida.

Autor:

Referências bibliográficas:

  • Vaginitis in Nonpregnant Patients. (2020). Obstetrics & Gynecology, 135(1), 243–245. doi:10.1097/aog.0000000000003605
  • Xie HY, Feng D, Wei DM, Mei L, Chen H, Wang X, et al. Probiotics for vulvovaginal candidiasis in non-pregnant women. Probiotics for vulvovaginal candidiasis in non-pregnant women. Cochrane Database Syst Rev. 2017;11:CD010496.
  • Hillier, S. L. (2019). The need for better evidence to support probiotics for vaginitis. BJOG: An International Journal of Obstetrics & Gynaecology. doi:10.1111/1471-0528.15910
  • Merhi Z, Garg B, Moseley-LaRue R, Moseley AR, Smith AH, Zhang J. Ozone therapy: a potential therapeutic adjunct for improving female reproductive health. Med Gas Res. 2019;9(2):101-105.
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