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Representação gráfica da veia de pacientes com estenose assintomática

A cirurgia carotídea pode ser desnecessária para pacientes com estenose assintomática

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Novos achados sugerem que pacientes com estenose assintomática podem não precisar se submeter à endarterectomia carotídea precoce, devido aos avanços no tratamento clinico, de acordo com o estudo publicado em setembro 2020 pela JAMA Neurology.

As novas estatinas de alta potência e melhores regimes antiplaquetários nas últimas duas décadas, juntamente com grandes ganhos no controle da pressão arterial e diabetes, reduziram significativamente o risco de acidentes vasculares cerebrais fatais e não fatais em pacientes assintomáticos tratados clinicamente, relataram Keyhani S. e col. neste trabalho.

Há um debate contínuo sobre o manejo da estenose carotídea assintomática e grandes ensaios clínicos em andamento para tentar resolver essa questão.

Leia também: Estenose aórtica: TAVI pode trazer algum risco a longo prazo?

Estudos comparativos

Dois estudos principais – CREST-2 e o ACST-2 – estão atualmente em andamento comparando a endarterectomia com a terapia clínica.

As diretrizes nacionais atuais recomendam que os pacientes assintomáticos que apresentam estreitamento de mais de 70% da artéria carótida e aqueles que apresentam estenose superior a 50% juntamente com os sintomas sejam avaliados para cirurgia. No entanto, os pesquisadores observaram que o mais recente dos três principais ensaios clínicos randomizados que estabeleceram o benefício da endarterectomia sobre a terapia clínica em pacientes assintomáticos foi realizado há 25 anos.

Será que ensaios clínicos que datam de meados dos anos 1980 podem direcionar à prática médica atual?

Segundo a autora, dados os riscos perioperatórios iniciais associados ao tratamento cirúrgico, a terapia clínica inicial pode ser uma estratégia de tratamento igualmente aceitável para o tratamento de pacientes com estenose carotídea assintomática.

Se a diminuição na taxa de AVC entre os pacientes com estenose da artéria carótida estiver associada a melhorias na prevenção primária, a endarterectomia carotídea pode não ser mais a estratégia de tratamento preferida.

Autor(a):

Referências bibliográficas:

  • Keyhani S, Cheng EM, Hoggatt KJ, et al. Comparative Effectiveness of Carotid Endarterectomy vs Initial Medical Therapy in Patients With Asymptomatic Carotid Stenosis. JAMA Neurology. 2020;77(9):1110–1121. doi: 1001/jamaneurol.2020.1427.
  • Halliday A, Mansfield A, Marro J, et al. MRC Asymptomatic Carotid Surgery Trial (ACST) Collaborative Group. Prevention of disabling and fatal strokes by successful carotid endarterectomy in patients without recent neurological symptoms: randomized controlled trial. Lancet 2004;363(9420):1491–1502 doi:1016/S0140-6736(04)16146-1
  • Howard V, Meschia JF, Brajesh L, et al. Carotid revascularization and medical management for asymptomatic carotid stenosis: Protocol of the CREST-2 clinical trials. Int J Stroke. 2017;12(7):770–778. doi: 1177/1747493017706238
  • Meschia JF, Brajesh L, Howard G, et al. Carotid revascularization and medical management for asymptomatic carotid stenosis: CREST-2 update. 2020;94(15 Supplement).

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