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A relação dos brasileiros com a saúde mental está mudando?

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Cada vez mais procedimentos de assistência à saúde estão sendo solicitados pelos beneficiários de planos de saúde médico-hospitalares, segundo dados do Mapa Assistencial, que acaba de ser publicada pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS).

Nos últimos cinco anos, o setor perdeu 1,5 milhão de vínculos, mas o total de serviços de saúde per capita passou de 22,8 para 29,7. No ano passado, foram realizados 1,40 bilhão de procedimentos de assistência médico-hospitalar, 5,4% a mais do que em 2013; o que elevou as despesas assistenciais de R$ 92 bilhões, em 2013, para R$ 160 bilhões no ano passado, o que significa uma alta de 74%.

A crescente preocupação do brasileiro em cuidar da saúde mental é parte significativa desta mudança. Nos últimos cinco anos, o número de consultas com psiquiatras subiu de 3,4 milhões para 4,9 milhões, um crescimento de 44,5%.

Leia também: Burnout e a saúde mental dos médicos

Preocupação com saúde mental

A crescente preocupação com os transtornos mentais não é exclusividade dos brasileiros. Na verdade, essa realidade é apontada como um dos principais impulsionadores de custos de saúde no mundo nos próximos cinco anos nos Estados Unidos.

De acordo com o estudo Mental Health: Trends & Future Outlook, publicado recentemente pelo National Institute for Health Care Management (NIHCM), a doença mental tornou-se mais comum na última década, com 1 em cada 5 adultos sofrendo de doença mental em um determinado ano. O crescimento geral é em grande parte impulsionado por taxas mais altas de doença mental em pessoas de 18 a 25 anos.

Outro dado importante divulgado pelo levantamento foi que o total de sessões com psicólogos quase dobrou no mesmo período, indo de 9,1 milhões para 17,6 milhões, uma diferença de 93,8%. E as consultas com terapeutas ocupacionais avançaram de 818,6 mil para 1,9 milhão, uma alta de 137,8%.

Saúde mental e transtornos

O Brasil é o país com o maior número de pessoas ansiosas no mundo (9,3% da população) e 5,8% dos brasileiros sofrem de depressão, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).

“Apesar dos dados indicarem um cenário preocupante, enxergamos uma evolução no debate sobre essas questões. É fundamental abrir espaços para que as pessoas possam falar sobre o assunto e a pesquisa confirma que os beneficiários estão procurando a ajuda desses profissionais”, destaca José Cechin, superintendente executivo do IESS.

Veja também: Saúde mental: prevenção e ações na atenção primária [podcast]

Outros dados da OMS também indicam que entre 35% e 50% dos pacientes com transtornos mentais em países de alta renda não recebem tratamento adequado. Nos países de baixa e média renda, o percentual é ainda maior, ficando entre 76% e 85%. Ainda de acordo com a entidade internacional, a cada 45 minutos, uma pessoa comete suicídio no Brasil e, em 90% das vezes, esse caso está associado a algum distúrbio mental.

“É fundamental acabar com os preconceitos que ainda existem para reverter este quadro. O aumento na procura por serviços de saúde suplementar relacionados à saúde mental indica que estamos dando um importante passo na desmistificação do assunto”, acredita José Cechin.

A OMS acredita que em 2020 a depressão será a primeira causa de afastamento do trabalho, ultrapassando as doenças musculoesqueléticas.

*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED

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