Anestesia para procedimentos cardíacos minimamente invasivos

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Impulsionado pelo rápido e contínuo desenvolvimento de novos procedimentos e dispositivos para atender pacientes com risco cirúrgico elevado, cresce o número de procedimentos realizados fora do centro cirúrgico, mais especificamente, em salas de hemodinâmica ou salas híbridas. Dentre todos, os procedimentos cardiológicos são os que possuem maior risco de complicações, resultando em instabilidade hemodinâmica e aumento do risco de morte.

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Anestesia para procedimentos cardíacos minimamente invasivos

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Análise recente

Neste mês de agosto de 2021, foi publicado um resumo com o objetivo de fornecer evidências mais recentes sobre o manejo anestésico de procedimentos cardíacos minimamente invasivos neste ambiente fora do centro cirúrgico, focando no implante percutâneo de válvula aórtica (TARV), implante percutâneo de válvula mitral (TMRV) e tratamento de doenças cardíacas congênitas (DCG).

Há uma tendência crescente para uma abordagem anestesiológica minimalista para procedimentos minimamente invasivos em salas de cateterismo. No início, esses procedimentos eram realizados sob anestesia geral, com cateterismo urinário, cateterização da artéria radial para monitorização da pressão arterial, acesso venoso central, utilização de ecocardiograma trans-esofágico (ECO-TE) perioperatório, o que aumentava o risco de complicação, déficit cognitivo pós-operatório, aumento do tempo de hospitalização e todas as suas consequências.

Essa realidade está mudando. Diversos estudos recentes defendem uma abordagem menos invasiva, sob anestesia local com sedação leve a moderada, utilização (ou não) de ECO-TE, monitorização da pressão arterial através da bainha instalada pelo cardiologista e uso de acesso venoso periférico. Tais mudanças mostram redução do risco de complicações, tempo de internação, delirium pós-operatório, disfagia pós-operatória, deambulação precoce e alta hospitalar no mesmo dia do procedimento. 

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Medidas adicionais, como bloqueio de nervo periférico guiado por ultrassom — como o bloqueio de fáscia ilíaca para TARV transfemoral ou bloqueio de plexo cervical para TARV transcarotídea — demonstraram ser viáveis e bem toleradas junto com a sedação.

A utilização do ECO-TE está cada vez mais em desuso. No final de 2020 um estudo de Cleveland mostrou que a não utilização do ECO-TE durante o TARV é eficiente e não compromete a segurança e o resultado do procedimento. Entretanto, o TMRV ainda requer orientação por ECO-TE. Embora a anestesia geral seja a abordagem tradicionalmente preferida e o consenso atual sugira o manejo periprocedimento por anestesiologistas, estudos recentes indicam a viabilidade de anestesia local com sedação em pacientes selecionados, permitindo a alta no mesmo dia sem complicações maiores.

As correções de doenças cardíacas congênitas também ganharam espaço nas salas de hemodinâmica e são um desafio para o anestesiologista, principalmente por se tratar, geralmente, de pacientes pediátricos. Várias síndromes genéticas estão associadas a anomalias orofaciais e cardíacas, e o anestesiologista responsável pelo tratamento deve ter em mente o risco aumentado de vias aéreas difíceis e se preparar de acordo.

Mensagem final

Em resumo, o uso de técnicas minimamente invasivas tanto por parte da equipe cirúrgica quanto por parte do anestesiologista está crescendo e se mostrando eficiente, sem alterar a segurança e o sucesso dos procedimentos. Quem ganha é o paciente, que tem alta hospitalar mais cedo, reduzindo morbimortalidade e melhorando prognóstico de curto, médio e longo prazo.

Autor(a):

Referências bibliográficas:

  • Reid C, Meineri M, Riva T, Pilgrim T, Räber L, Luedi MM. Anaesthesia for minimally invasive cardiac procedures in the catheterization lab. Curr Opin Anaesthesiol. 2021 Aug 1;34(4):437-442. doi: 10.1097/ACO.0000000000001007
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