Home / Enfermagem / Anorexia na adolescência: o que o enfermeiro precisa saber?
pés de menina com anorexia em cima de uma balança com um metro na frente

Anorexia na adolescência: o que o enfermeiro precisa saber?

Enfermagem, Saúde da Criança
Acesse para ver o conteúdo
Esse conteúdo é exclusivo para usuários do Portal PEBMED.

Para continuar lendo, faça seu login ou inscreva-se gratuitamente.

Preencha os dados abaixo para completar seu cadastro.

Ao clicar em inscreva-se, você concorda em receber notícias e novidades da medicina por e-mail. Pensando no seu bem estar, a PEBMED se compromete a não usar suas informações de contato para enviar qualquer tipo de SPAM.

Inscreva-se ou

Seja bem vindo

Voltar para o portal

Tempo de leitura: 2 minutos.

A anorexia é um transtorno alimentar caracterizado pela busca persistente pela magreza, associada ao distúrbio de autoimagem corporal, resultando em ingestão alimentar abaixo das necessidades corporais, baixo peso para a idade ou para a altura.

Sobre a anorexia

Classificação:

  • Restitiva: quando há limitação da ingestão energética;
  • Purgativa: quando não há restrição de ingestão energética. Os métodos purgativos incluem exercícios físicos intensos, laxantes, enemas, diuréticos e vômitos autoprovocados.

Veja também: Acesso intraósseo pode ser feito por enfermeiros?

Sinais e sintomas:

  1. Magreza;
  2. Peso abaixo do normal;
  3. Esmalte dentário danificado;
  4. Fadiga;
  5. Fraqueza;
  6. Dor abdominal;
  7. Saciedade com quantidades alimentares relativamente baixas;
  8.  Intolerância ao frio;
  9. Constipação;
  10. Alterações metabólicas;
  11. Alterações hormonais;
  12. Baixa autoestima;
  13. Hipotermia;
  14. Bradicardia.

O que é importante saber na etapa de coleta de dados?

  • Qual a meta de peso;
  • Percepção distorcida do corpo;
  • Supervalorização da magreza
  • Fatores desencadeantes;
  • Medo de alimentos calóricos;
  • Ritual monótono de alimentação;
  • Depressão ou baixa autoestima;
  • Maus tratos psicológicos;
  • Abuso sexual;
  • Obesidade ou histórico familiar;
  • Bullying;
  • Histórico social conturbado;
  • Obesidade na infância;
  • Histórico familiar;
  • Preocupação excessiva com a aparência corporal;
  •  Impacto do transtorno nas atividades cotidianas e na qualidade de vida.

Leia também: Sarampo: perguntas e respostas para enfermeiros

Atenção! Paciente com anorexia tem um alto risco de suicídio! A verbalização da intenção ou tentativas prévias são sinais de alarme e risco iminente de suicídio.

Durante o exame físico, ter especial atenção aos sinais sugestivos de desidratação ou desnutrição, sinais vitais, arritmias cardíacas, avaliação do crescimento, desenvolvimento e maturação das características sexuais secundárias, distúrbios de perfusão.

Qual é a abordagem terapêutica mais comum?

Abordagem terapêutica costuma ser realizada em ambiente extra hospitalar, sendo indicada a internação hospitalar nos casos mais graves onde o risco de morte seja iminente.

  1. Psicoterapia com o paciente e família;
  2. Mapeamento da rede de apoio do paciente nos diferentes cenários que compõem a sua vida cotidiana;
  3. Realimentação: aumento do aporte calórico, sinalizando que o objetivo é a eutrofia e encorajar a busca por hábitos saudáveis;
  4. Correção hidroeletrolítica;
  5. Tratamento de complicações decorrentes do transtorno alimentar.

Conheça o aplicativo Nursebook, especialmente para enfermeiros! Já disponível no Android, baixe agora!

Autor:

Referências bibliográficas:

  • Garber AK et al. A systematic review of approaches to refeeding in patients with anorexia nervosa. Int J Eat Disord. 2016;49:293–310
  • Toledo VP, Ramos NA, Wopereis F. Processo de Enfermagem para pacientes com Anorexia Nervosa. Rev. bras. enferm. vol.64 no.1 Brasília Jan./Feb. 2011
  • Cooper, C., Burden, S.T., Cheng, H. et al, Understanding and managing cancer-related weight loss and anorexia: insights from a systematic review of qualitative research. J Cachexia Sarcopenia Muscle. 2015;6:99–111
  • Golden NH, Katzman DK, Sawyer SM et al. Position paper of the society for adolescent health and medicine. Journal of Adolescent Health. 2015 Jan 1;56(1):121-125

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

Esse site utiliza cookies. Para saber mais sobre como usamos cookies, consulte nossa política.