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Aumento dos casos de arboviroses no Brasil

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As arboviroses são as doenças causadas pelo chamado arbovírus, que incluem os vírus da dengue (DENV), zika (ZIKAV), febre chikungunya (CHIKV) e febre amarela. A dengue é a arbovirose mais prevalente nas Américas, e o Brasil é o país que apresenta maior incidência desse agravo. Contudo, outras arboviroses surgiram no cenário epidemiológico brasileiro, como a Chikungunya e a Zika, por exemplo. Esse último trouxe preocupação devido a Síndrome da Zika Congênita — responsável pelo aumento de microcefalia em recém nascidos no ano 2016 — e o outro, o cuidado devido a cronificação da Chikungunya  — que pode durar de 6 meses a 6 anos.

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Aumento dos casos de arboviroses no Brasil

Aumento dos casos em 2022

Segundo os dados do 15º Boletim epidemiológico de arboviroses, já ocorreram 464.255 casos prováveis de dengue no Brasil neste ano de 2022. Ao comparar com os dados do ano 2021, é possível observar um aumento de 104,5% de casos notificados para o mesmo período. Com o vírus Zika e o Chikungunya, esse aumento se repete, visto que ocorreram 41.044 casos prováveis de CHIKV e 1.480 casos prováveis de ZIKAV, até a 12ª Semana Epidemiológica (SE) deste ano, o que representaria um aumento de mais de 30% de ambos, com relação ao ano anterior.

Com base nesse aumento identificado, o Ministério da Saúde do Brasil (MS) tem alertado a população para a diminuição dos focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor desses vírus (com o ciclo homem-mosquito-homem), porque o controle da quantidade de vetor (o mosquito) é o principal método para a prevenção e controle das arboviroses urbanas. Sabe-se que cada mosquito vive por volta de 30 dias, sendo que a fêmea pode chegar a colocar de 150 e 200 ovos e, se esses forem postos por um Aedes aegypti fêmea que esteja contaminada por alguma dessas arboviroses, quando os ovos eclodirem e após completarem o ciclo de evolução — ovo, larva, pupa e forma adulta —, poderão transmitir a doença.

Um longo período de chuvas traz consigo a preocupação com a proliferação do mosquito Aedes aegypti, pois apesar da fêmea não colocar os ovos na água, eles são postos milímetros acima de sua superfície. Então, quando chove, o nível da água sobe, entra em contato com os ovos e eles eclodem em pouco menos de 30 minutos. É sabido que o vetor prefere o sangue humano como fonte de proteína ao de qualquer outro animal vertebrado, por isso, é necessário que medidas de proteção individual sejam tomadas para evitar picadas de mosquitos, que são:

  • Uso de calças e camisas de mangas compridas;
  • Usar repelentes à base de DEET (N-N-dietilmetatoluamida), IR3535 ou de Icaridina, nas partes expostas do corpo;
  • Utilização de mosquiteiros sobre a cama;
  • Uso de telas em portas e janelas.

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Além das medidas de proteção individual, faz-se necessário acrescentar que as três esferas de gestão do SUS, com apoio da sociedade civil, são responsáveis pela mobilização e comunicação no combate as arboviroses. Para as ações de controle é fundamental que haja a criação de um grupo intersetorial, que inclua planejamento, abastecimento de água e de coleta de resíduos sólidos, pois estes darão suporte ao setor saúde no controle dos vírus. Como destaque, há o trabalho da Atenção Básica, especialmente a função desenvolvida pelos Agentes de Controle de Endemias (ACE), que tem a Visita Domiciliar (VD) como uma das suas principais ações desenvolvidas. Na VD ocorre a vistoria do imóvel para a identificação de potenciais criadouros do mosquito e a adoção de medidas de controle em conjunto com os moradores/proprietários.

Entretanto, o período de pandemia da covid-19 impediu que as VDs ocorressem devido a necessidade do distanciamento social, mas a retomada do diálogo sobre a temática e de investigação de áreas de foco retornou em novembro de 2021, quando foram implementadas novas técnicas de combate ao mosquito, com uso de larvicidas mais modernos. As técnicas de combate ao vetor têm sido aprimoradas e destacam-se as seguintes iniciativas:

  • O controle de arboviroses com mosquitos infectados pela bactéria Wolbachia;
  • O mapeamento das áreas de risco de doença transmitidas pelo Aedes aegypti com a iniciativa Arboalvo;
  • A utilização de radiação para tornar o Aedes aegypti estéril pelo projeto Isento Estéril;
  • A rede de pesquisas Replick para avaliação da doença chikungunya no Brasil;
  • O monitoramento de informações nas redes sociais com a iniciativa InfoDengue.

Controle das arboviroses

Ainda mais recente, o Brasil integrou um debate da Organização Mundial de Saúde (OMS) sobre iniciativas globais de controle de arbovirose em 31 de março deste ano. Relacionado a essa temática, é importante destacar os quatro pilares que coordenam a vigilância das arboviroses no país:

  1. Integração entre prevenção e controle das arboviroses.
  2. Fortalecimento dos serviços de saúde para diagnóstico diferencial e manejo clínico.
  3. Avaliação e fortalecimento da vigilância no controle dos vetores.
  4. Fortalecer e garantir a capacidade técnica da Rede de Laboratórios de Diagnóstico de Arboviroses da Região das Américas (RELDA).

Para saber mais sobre as arboviroses dengue, zika e chikungunya, diagnósticos e cuidados de enfermagem a pessoa infectada, acesse o NurseBook Web ou o App Nursebook!

Autores(as):

Isabelle M. de Paula Gaspar:
Enfermeira – Residência em Saúde da Mulher (HESFA/UFRJ), Mestrado em Enfermagem (EEAN/UFRJ) e Especialização em Gênero e Sexualidade (CLAM/IMS/UERJ).

Mariana da Rocha Marins:
Enfermeira, especialista em saúde da família. Mestre em educação pela Universidade Federal Fluminense. Experiência na gestão de unidade básica de saúde no Município do Rio de Janeiro e atualmente Gestora em Saúde no Município de Maricá.

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# Ministério da Saúde (BR). Secretaria de Vigilância em Saúde. Coordenação-Geral de Vigilância das Arboviroses do Departamento de Imunização e Doenças Transmissíveis da Secretaria de Vigilância em Saúde (CGARB/DEIDT/SVS). Boletim Epidemiológico 15. Monitoramento dos casos de arboviroses até a semana epidemiológica 15 de 2022. Volume 53 | Abr. 2022. Disponível em: http://plataforma.saude.gov.br/anomalias-congenitas/boletim-epidemiologico-SVS-07-2022.pdf # Ministério da Saúde (BR). Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Articulação Estratégica de Vigilância em Saúde. Guia de Vigilância em Saúde. 5ª ed. Brasília, DF: Ministério da Saúde. 2021. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_vigilancia_saude_3ed.pdf # Ministério da Saúde (BR). Ministério da Saúde alerta para a importância do combate ao Aedes aegypti. Brasília, DF: Ministério da Saúde. 2022. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2022/marco/ministerio-da-saude-alerta-para-a-importancia-do-combate-ao-aedes-aegypti # Ministério da Saúde (BR). Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Saúde Ambiental, do Trabalhador e Vigilância das Emergências em Saúde Pública. Manual sobre Medidas de Proteção à Saúde dos Agentes de Combate às Endemias. Volume 1: Arboviroses Transmitidas pelo Aedes aegypti. [recurso eletrônico] / Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2019. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/manual_protecao_agentes_endemias.pdf
Referências bibliográficas:

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