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Burnout entre médicos ginecologistas: será maior ou menor que seus pares?

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A população de todo mundo sofreu um importante abalo psicológico com o advento da pandemia. Profissionais da saúde foram considerados heróis, receberam sucessivas homenagens em redes sociais. O termo “linha de frente” se transformou em símbolo de respeito, desafio, orgulho e também muito medo. Nesse contexto, a famosa plataforma digital americana Medscape realizou uma pesquisa avaliando o estilo de vida, a felicidade e burnout de mais de 12 mil médicos ginecologistas e obstetras e outras diversas especialidades durante a pandemia.

Leia também: Como estresse psicológico evoluiu na pandemia de Covid-19?

Burnout entre médicos ginecologistas: será maior ou menor que seus pares?

Felicidade fora do ambiente de trabalho

Quando este quesito foi questionado antes da pandemia, os médicos ginecologistas e obstetras marcaram um percentual de 81% de satisfação, próximo aos 82% do que a média das outras especialidades. Os médicos endocrinologistas ganharam o posto de mais felizes fora do ambiente de trabalho, e os infectologistas o último lugar, com um percentual de 69 % de satisfação.

O cenário mudou no contexto da Covid-19, os ginecologistas e obstetras caíram para 57% a resposta a satisfação, bem como a média dos médicos em geral 58%. Enquanto infectologistas, pneumologistas, reumatologistas e intensivistas respondiam de forma mais pessimista o questionário (45-49%)

Burnout entre os ginecologistas

Os números impressionaram quando se avaliou esgotamento, mais de 70% dos médicos da área de ginecologia e obstetrícia relataram burnout neste último ano, considerando o contexto sério o suficiente ao ponto de uma grande parte considerar a desistência da carreira médica.

Cerca de metade desses médicos ginecologistas obstetras consideraram as tarefas burocráticas como principal fator contribuinte a esse esgotamento.

Como lidar com o esgotamento da profissão

As principais táticas elencadas pelos ginecologistas e obstetras para enfrentar o esgotamento variava entre comportamentos negativos e positivos. Quase metade busca o isolamento, outros se exercitam, dividem angústia com parentes e amigos, ou compensam com a ingestão de junk food. A prática de exercício é o mecanismo de enfrentamento mais comum, 69% dos ginecologistas e obstetras relataram se exercitar fisicamente, percentual um pouco menor do que a média das outras especialidades. Cerca de metade dos profissionais relataram estar tentando perder peso, tarefa nada fácil em contexto de pandemia.

Saiba mais: Estresse e isolamento: o ‘novo normal’ de ser profissional de saúde durante a Covid-19

Ginecologistas, obstetras e suicídio

Quase um quinto dos obstetras e ginecologistas que se sentem esgotados ou deprimidos vivenciaram pensamentos suicidas, e 1% de fato tentou o suicídio.

Trabalho e família

Equilíbrio entre trabalho e vida profissional parece ser o problema mais urgente, relatado por 46% dos médicos ginecologistas e obstetras, 49% relatou sacrificar parte de seu salário por uma vida familiar melhor, percentual semelhante a médicos de outras especialidades.

Vida amorosa

A grande maioria dos obstetras relatou estar em um relacionamento sério, e até 87% estão casados, um número maior do que a média das outras especialidades (85%). A maioria dos ginecologistas e obstetras relataram estar felizes em seu relacionamento, sendo a maior parte dos companheiros também da área da saúde.

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