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homem em consulta diagnosticado com câncer de testículo

Câncer de testículo é o tumor mais comum entre adolescentes e jovens

Oncologia, Saúde Pública, Urologia
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O câncer de testículo é a neoplasia mais comum em homens entre 20 e 40 anos, correspondendo a 5% do total de casos de câncer nos homens brasileiros, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA).

Apesar de raro, esse índice preocupa as autoridades de saúde porque a maior incidência é em homens em idade produtiva – entre 15 e 50 anos. Nessa fase, há chance de ser confundido, ou até mesmo mascarado, por orquiepididimites, que são geralmente transmitidas sexualmente.

De acordo com estimativas da American Cancer Society para o câncer de testículos na população americana para 2019, 9.560 novos casos de câncer testicular serão diagnosticados até o final deste ano, com cerca de 410 óbitos.

A taxa de incidência de câncer testicular vem aumentando nos Estados Unidos há várias décadas. O aumento ocorre principalmente em seminomas. Os especialistas não conseguiram encontrar razões para isso. Ultimamente, a taxa de aumento foi reduzida.

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Câncer de testículo: diagnóstico, fatores de risco e tratamento

“A idade média no momento do diagnóstico do câncer de testículo é de 33 anos. Essa é uma doença em homens jovens e de meia idade, mas cerca de 6% dos casos ocorrem em crianças e adolescentes e cerca de 8% ocorrem em homens acima de 55 anos”, afirma o urologista Marco Aurélio Lipay, membro Correspondente da Associação Americana e Latino Americano de Urologia e autor do livro “Genética Oncológica Aplicada à Urologia”.

O urologista explica ainda que, como o câncer testicular geralmente pode ser tratado com sucesso, o risco de morte ao longo da vida é muito baixo: cerca de um em 5 mil pessoas.

Uma das principais características desse tipo de câncer é o seu crescimento rápido, com alto poder de metástase. Entretanto, quando diagnosticado precocemente as chances de cura são elevadas.

“Os fatores de risco que aumentam a probabilidade de neoplasia testicular são criptorquidia, antecedentes pessoais, histórico familiar de câncer testicular, síndrome de Klinefelter e o carcinoma in situ testicular”, aponta Marco Aurélio Lipay.

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Na maioria das vezes, o primeiro sintoma que deve chamar a atenção do paciente é a simples identificação de um nódulo indolor, endurecido e de crescimento rápido.

Os médicos devem ficar atentos, pois esse tumor pode simular outras doenças que causam dor e o aumento de volume dos testículos, como orquite, epididimite, hidrocele, varicocele, cistos, hematomas e até hérnias.

“Um sinal raro do câncer de testículo é a ginecomastia, pois certos tipos de tumores de linhagem germinativa secretam altos níveis do hormônio gonadotrofina coriônica humana (HCG), que estimula o desenvolvimento das mamas”, alerta o urologista.

Em casos de doença detectada já em estado avançado, o paciente pode apresentar emagrecimento, dores em vários locais do corpo ou desconforto respiratório devido ao comprometimento tumoral de outros órgãos.

Segundo o especialista, o tratamento multidisciplinar pode ser necessário, mas a cirurgia constitui o primeiro passo no tratamento que, em muitas vezes, pode curar o paciente.

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“A cirurgia ocorre por uma orquiectomia inguinal radical. Os tratamentos complementares podem ser indicados, depois da análise do tipo de célula cancerígena encontrada, da extensão tumoral e da presença ou não de metástase, que será avaliado por tomografia computadorizada. Mas, diante da possibilidade de tratamento complementar é fundamental orientar o paciente com o objetivo de preservar os seus espermatozoides”, conclui Marco Aurélio Lipay.

*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED

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