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Como a terapia hormonal pode retardar a progressão da aterosclerose?

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Sabemos já dos benefícios da terapêutica de reposição hormonal bem indicada para a qualidade de vida das mulheres, prevenção de patologias cardiovasculares, prevenção de fraturas por osteoporose, entre outros benefícios.

A reposição hormonal no climatério passou por dois grandes momentos até adquirir a “maturidade”.  Num primeiro momento, a terapêutica foi administrar estrogênio para “todas as mulheres sem distinção de dose, sintomas, tempo de menopausa ou duração do tratamento”. Era a época onde as mulheres que entravam no climatério precocemente, estavam submetidas a um tratamento com potenciais efeitos deletérios a longo tempo.

Leia também: Saiba como iniciar e quando parar a terapia hormonal no climatério

Num segundo momento, tudo se inverteu: “não passamos mais hormônio para ninguém, faz mal e dá câncer!!!”. Neste momento de trevas na ciência abandonaram-se os tratamentos em detrimento de possíveis benefícios pelo “medo do câncer, infarto, AVC, embolia entre outros terrores da TH (terapia hormonal)”.

Até que chegou à maturidade. Após estudos em cima de evidências científicas chegou-se ao bom senso: “não é para todos, também não é para ninguém”. Existem indicações precisas para as pacientes sintomáticas, uso de menores doses possíveis efetivas para alívio de sintomas, utilização apenas naquelas que tenham sintomas. Individualizaram-se os tratamentos.

Novo estudo e dados sobre terapia hormonal

Agora, em 28 de setembro de 2020 no Encontro Anual da Sociedade Norte Americana de Menopausa, mais uma novidade dos benefícios do tratamento individualizado. No estudo ELITE (Early Versus Late Intervention Trial With Estradiol — uso precoce versus tardio do estradiol) usando os dados desse estudo serão apresentados dados atualizados mostrando benefícios do início precoce do estradiol para diminuição dos efeitos deletérios da aterosclerose.

Saiba mais: Terapia hormonal pode prevenir cifose em idosas?

Aterosclerose é uma doença inflamatória crônica dos vasos sanguíneos. Foram estudadas 643 mulheres que receberam, em um grupo, terapia reposição estrogênica num prazo de até 6 anos após a menopausa. Noutro grupo esse início foi postergado para 10 anos após a menopausa. As evidências demonstraram, após estudo de 12 biomarcadores inflamatórios, redução significativa desses biomarcadores inflamatórios naquelas mulheres que começaram antes seus tratamentos. A diminuição particular de interleucina 8 foi interessante.

Conclusão

Com essa evidência, fica claro que na paciente certa, com dose certa, por certo tempo e, agora, mais precoce possível, devemos realizar a indicação de terapia hormonal com estradiol para alcance do benefício sobre o sistema cardiovascular.

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Referências bibliográficas:

The North American Menopause Society. How Hormone Therapy Slows Progression of Atherosclerosis. Disponível em: https://www.menopause.org/docs/default-source/press-release/estradiol-therapy-on-markers-of-inflammation-9-24-20.pdf

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