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Como fazer a abordagem da lesão de menisco?

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O menisco é uma cartilagem responsável pelo amortecimento do joelho. Cada joelho tem dois meniscos: um medial (na parte interna) e um lateral (na parte externa). A lesão de menisco pode ocorrer em jovens ou em pessoas mais velhas.

A maior parte das lesões ocorre a partir dos 40 anos. Isso porque, nessa idade, os meniscos já apresentam algum grau de desgaste, tornando-os mais frágeis. Em pessoas mais jovens, as lesões podem ocorrer após traumas de maior energia e geralmente associadas a outras lesões, como a do ligamento cruzado anterior.

Sendo assim, podem ser diferenciadas em dois grupos:

  • Lesões traumáticas: os pacientes apresentam dor que se inicia logo após um trauma. A dor é pontual, bem localizada no local da lesão. Eventualmente o joelho pode ficar bloqueado, e o paciente não conseguirá realizar o movimento normal na articulação;
  • Lesões degenerativas: estão associadas ao desgaste articular. Não há história de trauma ou, eventualmente, há um trauma mínimo. A dor pode se iniciar, por exemplo, ao sair do carro ou descer do ônibus.
    A maior parte das lesões, porém, ficam em um espectro intermediário, com características de uma lesão traumática, mas também de uma lesão degenerativa. A ressonância magnética pode ajudar nesta diferenciação.

homem correndo na praia sente dor no joelho por lesão de menisco

Tratamento da lesão de menisco

As lesões traumáticas costumam ser tratadas cirurgicamente. Já as lesões degenerativas normalmente devem ser manejadas sem cirurgia. Na dúvida, o médico inicia o tratamento sem cirurgia e avalia a resposta do paciente. Se a dor melhorar, o tratamento sem cirurgia é mantido, caso contrário o tratamento cirúrgico pode ser indicado neste segundo tempo.

Leia também: Dor patelofemoral: saiba o que fazer e o que evitar no tratamento

Tratamento não cirúrgico

O tratamento visa a melhora da dor no joelho, e não a cicatrização dos meniscos. Muitas pessoas convivem com uma lesão de menisco sem dor, e normalmente as lesões degenerativas permitem isso. Vale lembrar que os pacientes costumam ter outros problemas que contribuem para a dor, como lesões de cartilagem ou desequilíbrios musculares.

As causas reais da dor devem sempre ser o foco do tratamento, não apenas o menisco. O tratamento inclui o uso de medicamentos, infiltrações, fisioterapia, entre outros métodos, a serem discutidos caso a caso.

Tratamento cirúrgico

Usualmente, as cirurgias para lesões de meniscos são feitas por artroscopia. O procedimento consiste na visualização das estruturas internas do joelho, através de uma microcâmera introduzida por uma pequena incisão, de aproximadamente 1 cm, além de uma incisão de igual tamanho para a introdução do instrumental cirúrgico. Nos casos das suturas de meniscos, outros cortes podem ser feitos, dependendo da técnica utilizada.

As lesões do menisco podem ser tratadas cirurgicamente de duas formas:

  1. Ressecção da lesão (meniscectomia): neste procedimento, mais simples tecnicamente, o fragmento rompido é cortado e retirado, reduzindo o tamanho do menisco. A técnica permite um retorno mais precoce às atividades. Porém, a redução do menisco aumenta a sobrecarga de peso sobre a cartilagem articular, elevando o risco futuro de desenvolvimento da artrose. Essa desvantagem aumenta proporcionalmente ao tamanho do fragmento a ser retirado;
  2. Sutura do menisco: nesta técnica, o local lesionado recebe pontos, com o objetivo de estabilizar e permitir a cicatrização da lesão. A sutura deve ser o procedimento a ser escolhido sempre que possível.

Veja também: Ruptura do ligamento cruzado anterior, o que fazer?

A escolha da técnica cirúrgica depende de características tanto da lesão como do paciente. As principais características da lesão a serem consideradas são:

  • Localização da lesão no menisco;
  • Tempo de lesão: as mais antigas tendem a piorar as condições para sutura;
  • Aspecto da lesão nos exames de ressonância magnética e na artroscopia: horizontal, vertical, radial, com flap, complexa.

Entre as características do paciente, deve-se levar em conta:

  • Idade: quanto mais velho, maiores a chance de falha na cicatrização e menor o risco para desenvolvimento futuro de osteoartrose;
  • Atividade do paciente;
  • Presença de lesões associadas.

Como é a reabilitação após a cirurgia da lesão do menisco?

Geralmente, após a meniscectomia, a recuperação envolve uma semana de apoio com muletas. No caso da sutura do menisco, a recuperação é bem mais prolongada com uso de muletas por 4 a 6 semanas, e retorno aos esportes após aproximadamente quatro meses.

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Referências bibliográficas:

  • Beaufils, Philippe et al. “The knee meniscus: management of traumatic tears and degenerative lesions.” EFORT open reviews vol. 2,5 195-203. 11 May. 2017, doi:10.1302/2058-
    5241.2.160056.
  • https://ortopedistadojoelho.com.br/menisco/
  • Mezhov V, Teichtahl AJ, Strasser R, Wluka AE, Cicuttini FM. Meniscal pathology – the evidence for treatment. Arthrit Res Ther. 2014;16:206. https://doi.org/10.1186/ar4515.

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