Covid-19: A dose de reforço da vacina como aposta contra a variante Ômicron

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Pela primeira vez, o mundo registrou mais de um milhão de casos em um único dia: 1,4 milhão, segundo dados divulgados pela plataforma “Our World in Data“, ligada à Universidade de Oxford. Em dezembro, com a variante Ômicron circulando, os registros diários se aproximaram de um milhão, batendo a marca nas últimas 24 horas. 

Os países com os maiores números de casos registrados foram os Estados Unidos, com mais de 512.553 casos, 37% do total, o Reino Unido (23%) e a Espanha (15%). Entretanto, é importante lembrar que países como o Reino Unido estão entre os que mais testam no mundo – por isso é possível que haja casos ainda mais casos não rastreados em outros lugares. 

É diante desse cenário alarmante que o debate sobre a adoção da dose de reforço da vacina contra a Covid-19 como estratégia de política pública voltou com força total. 

Em um boletim divulgado na quinta-feira (23/12), a Organização Mundial da Saúde (OMS) informou dados atualizados sobre a pandemia de Covid-19. 

A compreensão atual da variante continua evoluindo à medida que mais dados se tornam disponíveis, mas há evidências consistentes de que a Ômicron tem uma vantagem de crescimento substancial sobre a Delta.

Saiba mais: Variante Ômicron em crianças: o que sabemos até o momento?

dose de reforço

Transmissão e gravidade da variante 

Pesquisadores de diversos países estão conduzindo estudos para entender melhor os aspectos da Ômicron. Mas, por enquanto, ainda não está claro se a variante é mais transmissível em comparação com outras variantes. 

Também não está claro se a infecção com Ômicron é mais grave. As primeiras informações vindas da África do Sul, Reino Unido e Dinamarca sugerem um risco reduzido de hospitalização em comparação com a Delta. No entanto, esse risco é apenas um aspecto da gravidade, que pode ser alterado a qualquer momento. 

Impacto para as vacinas 

Até o momento, os dados disponíveis sobre o impacto da variante Ômicron para a eficácia das vacinas também são limitados. 

Um estudo em formato pré-print realizado por pesquisadores sul-africanos, usando dados de seguros de saúde particulares, indicou redução na eficácia da vacina da Pfizer contra infecção e, em menor grau, contra hospitalização. Os resultados estão sendo analisados pela OMS com cautela, pois os estudos podem estar sujeitos a viés de seleção e os resultados são baseados em números relativamente pequenos. 

Mais estudos 

Estudos sobre os efeitos da dose de reforço e a experiência de alguns países, como Israel, vêm mostrando que há aumento na proteção e redução das chances de infecção e desenvolvimento de quadros graves da doença. Mesmo assim, a OMS ainda questiona a estratégia. 

A entidade já tinha declarado ainda não ser possível afirmar que três doses da vacina são suficientes para neutralizar a Ômicron, embora a Pfizer tenha divulgado um estudo mostrando ser possível controlar o vírus com o reforço vacinal. 

Já os resultados preliminares da pesquisa sobre a dose de reforço, encomendada pelo Ministério da Saúde, foram apresentados em Oxford, na Inglaterra, no final de outubro. O estudo preliminar concluiu que a dose de reforço realizada com esquema heterólogo, usando imunizantes diferentes, aumenta a imunidade dos vacinados. 

“O que podemos observar é que realmente houve um declínio e diminuição de anticorpos encontrados seis meses depois e também dos anticorpos neutralizantes. Com relação à análise da terceira dose, observamos que todas as vacinas apresentaram uma resposta imune maior. Entretanto, as vacinas de plataforma heteróloga apresentaram resposta significativamente mais robusta, que são da Pfizer, Astrazeneca e da Janssen. Entre essas vacinas heterólogas, as vacinas de RNA mensageiro apresentaram uma resposta maior”, disse a pesquisadora e professora da Universidade de Oxford, Sue Ann Cost Clemens, que coordena o estudo.   

Os resultados confirmam a estratégia utilizada pelo Ministério da Saúde sobre a vacinação de reforço ser preferencialmente com o imunizante da Pfizer.

*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED

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