Covid-19: autorizado uso emergencial de medicamento com anticorpos monoclonais

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O uso emergencial de mais um medicamento contra a Covid-19 foi autorizado pela Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Trata-se de uma combinação de dois anticorpos monoclonais, o banlanivimabe e etesevimabe, desenvolvidos pela farmacêutica Eli Lilly.

Já a incorporação no Sistema Único de Saúde (SUS) depende ainda da avaliação do Ministério da Saúde (MS). O coquetel já foi aprovado para uso emergencial pelo Food and Drug Administration (FDA) dos Estados Unidos.

Leia também: Remdesivir para tratamento da Covid-19: Quando e como usar?

Este é o terceiro remédio aprovado pela agência brasileira, juntamente com  o registro do antiviral remdesivir e o Regn-CoV2, coquetel que contém a combinação de casirivimabe + imdevimabe, aprovado também para o uso emergencial no país.

Covid-19: autorizado uso emergencial de medicamento com anticorpos monoclonais

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Banlanivimabe + etesevimabe

Essa é uma combinação de dois anticorpos monoclonais que têm como alvo a proteína espicular S do novo coronavírus.

Segundo a Anvisa, o tratamento é indicado para adultos e pacientes pediátricos (com 12 anos ou mais que pesem no mínimo 40 kg) para casos em estágios iniciais de Covid-19, que não necessitam de suplementação de oxigênio. A sua utilização em gestantes deve ser realizada com cautela.

Os medicamentos devem ser administrados juntos por infusão intravenosa, com o seu uso restrito a hospitais, sob prescrição médica. O tratamento deve ser iniciado após o teste viral positivo para a Covid-19 e dentro de dez dias do início dos sintomas. É importante ressaltar que o mesmo não é recomendado para pacientes graves.

Os anticorpos neutralizam o vírus antes que ele entre na célula. De acordo com os especialistas, quando utilizados juntos, os dois medicamentos podem reduzir em até 70% a incidência da Covid-19 nos pacientes em estágios iniciais da enfermidade.

Pontos ainda incertos

Sobre o preço do medicamento, a Anvisa explicou que ele será “objeto de discussão na reunião do Comitê Técnico-Executivo da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos no dia 27/05”.

Ainda não houve comprovação de eficácia nos ensaios clínicos para os pacientes adolescentes. Por isso, os técnicos da Anvisa defenderam a continuidade do monitoramento do uso do grupo de medicamentos para avaliar seus efeitos.

Saiba mais: Devo usar azitromicina para tratamento comunitário de suspeitas de Covid-19?

Outro ponto ainda incerto da utilização do novo coquetel é a falta de ação contra a variante P1, existente no território brasileiro. Entretanto, o notório impacto que o medicamento apresentou, impedindo a progressão da doença nos estágios iniciais, fez com que a equipe de análise da agência aprovasse o uso do coquetel, mesmo ainda com essas incertezas.

Variante P1

A variante P1 surgiu em dezembro de 2020 na cidade de Manaus, capital do Amazonas, mas somente foi identificada como variante em janeiro deste ano no Japão, em viajantes que voltaram da região amazônica.

Atualmente, a P1 já se espalhou por quase todo o território nacional. No estado de São Paulo, por exemplo, ela já responde por 90% das amostras analisadas pelo Instituto Adolfo Lutz. Segundo especialistas, essa é uma variante considerada de atenção em todo o mundo por poder ser mais transmissível ou provocar um quadro mais grave.

*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED

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