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Covid-19: Moderna começa testes da vacina em bebês e crianças

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A empresa americana de biotecnologia Moderna anunciou o início dos testes clínicos de sua vacina contra a Covid-19 em bebês e crianças. Os ensaios serão realizados nos Estados Unidos e Canadá com voluntários de seis meses a onze anos de idade.

A inoculação de crianças e jovens é considerada crítica para atingir o nível de imunidade do rebanho necessário para conter a pandemia. Serão 6.750 crianças no total.

Os ensaios serão de fase 2 e 3, conduzidas ao mesmo tempo. Os pesquisadores testarão a segurança e eficácia da vacina em centenas e milhares de voluntários, respectivamente.

bebê sendo vacinado em teste da vacina da Moderna

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Faixas etárias da vacina Moderna

A vacina da Moderna é a única aplicada nos Estados Unidos atualmente que pode ser dada a indivíduos com 16 anos ou mais. As outras vacinas que o país aprovou – a da Pfizer e a da Johnson – só podem ser aplicadas a partir dos 18 anos.

As vacinas da Moderna e da Pfizer usam a tecnologia de RNA mensageiro para induzir a formação de anticorpos contra o novo coronavírus. Já a vacina da Johnson usa a plataforma de vetor viral. Nenhuma das três está disponível no Brasil.

“Este estudo pediátrico nos ajudará a avaliar a possível segurança e imunogenicidade (capacidade de induzir produção de anticorpos) de nossa vacina candidata contra a Covid-19 nesta população mais nova importante”, declarou o presidente da Moderna, Stéphane Bancel.

Tanto a Moderna quanto a Pfizer começaram a testar suas vacinas Covid-19 em crianças com 12 anos ou mais no ano passado. Os resultados desses testes ainda estão pendentes.

A AstraZeneca anunciou o seu primeiro teste em crianças no mês passado. A Johnson & Johnson disse que testará sua vacina em bebês e crianças, mas ainda não divulgou uma data de início.

Como serão os testes em crianças

Os ensaios com crianças terão duas partes. Cada participante receberá duas doses, dadas com 28 dias de diferença. A segurança e a capacidade da vacina em gerar anticorpos é um dos maiores objetivos do estudo.

Na parte 1, cada participante de dois a onze anos poderá receber 50μg (microgramas) ou 100μg da vacina. As crianças de seis meses de idade até dois anos incompletos receberão 25μg, 50μg ou 100μg da vacina. Não haverá grupo controle nesta fase.

Uma análise provisória será conduzida para determinar qual dose será usada na parte 2 dos ensaios. Nesta etapa, haverá um grupo controle. As crianças serão acompanhadas por 12 meses após a segunda vacinação.

Novos testes em adultos

A Moderna também anunciou o início dos testes em adultos de uma versão mais estável da vacina: a mRNA-1283, que poderá ser mantida em refrigeradores comuns. Hoje, a vacina da Moderna precisa ser mantida a -20ºC para conseguir ser armazenada por seis meses.

A cadeia de frio de vacinação brasileira precisa que os imunizantes possam ser mantidos entre 2ºC e 8ºC, por exemplo.

A intenção é que a nova vacina seja avaliada, em estudos futuros, para ser usada como dose de reforço para pessoas já vacinadas. E também como a primeira vacina para pessoas que não tenham anticorpos contra o novo coronavírus.

Leia também: Considerações sobre a vacina contra o SARS-CoV-2 nas doenças neurológicas

Por enquanto, a Moderna começou os testes de fase 1 da mRNA-1283 – quando a segurança e a capacidade da vacina de gerar anticorpos são avaliadas em estágios iniciais, geralmente com dezenas de participantes.

O primeiro grupo de adultos receberá duas doses da vacina em uma das três quantidades: 10µg, 30µg ou 100µg, com 28 dias de diferença. O segundo grupo receberá uma única dose, de 100µg.

Os resultados serão comparados com os da dosagem que é usada hoje da vacina anterior, a mRNA-1273 – de duas doses com 100µg cada.

Embora o risco de as crianças adoecerem gravemente com o vírus seja menor do que para os adultos, ainda existe o risco de transmissão – especialmente entre os adolescentes.

“Este estudo pediátrico nos ajudará a avaliar o potencial de segurança e imunogenicidade de nossa vacina Covid-19 nessa população mais jovem”, disse o CEO da Moderna, Stéphane Bancel.

*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED

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