Destaques ACR 2020: espondiloartrites axiais - PEBMED

Destaques ACR 2020: espondiloartrites axiais

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Para concluir a série de textos sobre as novidades apresentadas no ACR Convergence 2020, vou apresentar alguns trabalhos relacionados às espondiloartrites axiais (axSpA) não radiográficas (nr-axSpA) e espondilite anquilosante (EA).

Leia também: Destaques ACR 2020: doenças osteometabólicas e artrites microcristalinas

Trabalhos relacionados às espondiloartrites axiais apresentados no ACR Converge

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Estudo SELECT-AXIS 1

Atualmente, nota-se um crescente interesse no uso de DMARDs sintéticos alvo-específicos (tsDMARDs) no tratamento das espondiloartrites axiais. Deodhar et al. divulgaram os resultados do estudo SELECT-AXIS 1, que avaliou a melhora da dor (nas semanas 14 e 64) com o uso do upadacitinibe em pacientes com EA ativa refratária ao uso de AINEs. O desfecho primário analisado nesse estudo foi, portanto, a melhora na dor, medida através da redução ≥ 30%, ≥ 50% e ≥ 70% na avaliação global da dor pelo paciente (escala visual analógica). A diferença clinicamente significativa foi definida como melhora ≥ 1 ponto ou ≥ 15%. Já a melhora importante foi definida como melhora ≥ 2 pontos ou redução ≥ 33% na escala. Os autores identificaram que a melhora da dor em pacientes com upadacitinibe 15 mg (medida através desses diversos parâmetros) ocorreu de maneira rápida e superior ao placebo na semana 14. Essa redução se sustentou até a semana 64. Além disso, pacientes do grupo placebo que passaram pelo switch para o grupo upadacitinibe 15 mg na semana 14 apresentaram resultados semelhantes aos que iniciaram o estudo no grupo de tratamento ativo.

Secuquinumabe

Um outro trabalho apresentado por Deodhar et al. avaliou o impacto da idade e do tempo de diagnóstico na resposta ao secuquinumabe em pacientes com EA. Esse estudo exploratório, que incluiu 460 pacientes, utilizou dados dos ensaios clínicos randomizados MEASURE 1, 2, 3 e 4. Diversos desfechos foram avaliados, como respostas ASAS20 e ASAS40 e inatividade de doença pelo ASDAS-PCR, além de variações no BASDAI, BASFI e BASMI. Dentre os resultados observados, pacientes mais jovens apresentaram maior probabilidade de atingirem respostas ASAS20 e ASAS40 do que os mais idosos. Apesar de ter sido observada uma tendência a melhores resultados em pacientes com menor tempo de doença, essa diferença desapareceu nos modelos de regressão logística que incluíram a idade. Desse modo, o tempo de atraso diagnóstico (tempo entre início dos sintomas e início do tratamento) parece ser mais relevante que a duração da doença em si e, portanto, precisa ser avaliado em estudos futuros.

Secuquinumabe e tabagismo

Riechers et al. avaliaram o impacto do tabagismo na resposta ao secuquinumabe em pacientes com EA. Alguns comentários sobre o desenho do estudo já foram feitos na postagem anterior, sobre artrite psoriásica. Tanto pacientes tabagistas quanto não tabagistas apresentaram melhora com o uso de secuquinumabe. Apesar disso, o grupo de não tabagistas apresentou reduções discretamente maiores no BASDAI, ASAS-HI e BDI-II, do que aqueles que fumavam. Como se trata de uma análise interina, precisamos aguardar que o estudo seja finalizado para que tenhamos dados mais concretos.

Saiba mais: ACR 2020: vasculites sistêmicas e doenças correlatas

Artrite periférica

Para concluir, Mease et al. apresentaram uma subanálise exploratória dos estudos MEASURE 1, 2, 3 e 4, na qual eles avaliaram a resposta da artrite periférica em pacientes com EA em uso de secuquinumabe. Foram incluídos 560 pacientes com artrite periférica; desses, 1/3 já haviam feito uso de anti-TNF. Os pacientes que fizeram uso do secuquinumabe obtiveram redução de 20%, 50%, 70% e 100% no número de articulações edemaciadas mais frequentemente do que o grupo placebo. Dessa forma, os autores concluíram que o secuquinumabe, além da sua resposta nas manifestações axiais, também apresentam eficácia no tratamento das manifestações periféricas da EA.

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Referências bibliográficas:

  • Todos os abstracts apresentados podem ser encontrados na seguinte publicação: American College of Rheumatology. Abstract Supplement ACR Convergence 2020. Arthritis Rheumatol. 2020;doi:10.1002/art.41538.

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