Eficácia comparativa e risco de parto prematuro de tratamentos para neoplasia intraepitelial cervical e câncer cervical

Os tratamentos ablativos aumentam o risco de parto prematuro? Conheça o estudo publicado nesta segunda-feira pela revista britânica Lancet.

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As lesões iniciais de câncer de colo uterino ou as lesões precursoras iniciais recebem tratamento eficaz com a exerese da zona de transformação. Esse tratamento passou pelo uso de bisturi frio até chegar nas modernas alças de alta frequência atuais, sendo um procedimento praticamente indolor e podendo ser realizado ambulatorialmente.  

Entretanto, a eficácia do tratamento traz um custo no futuro reprodutivo das pacientes. Quanto mais profunda for o cone maior a chance desse colo se tornar incompetente numa gestação futura, sendo necessária a cerclagem uteina no primeiro trimestre para manutenção da gravidez.

Leia também: Uso de aspirina em baixas doses no primeiro trimestre de gravidez e o risco de anomalias congênitas

mulher grávida em consulta com médica planejando parto prematuro

Estudo recente

Um trabalho publicado nesta segunda-feira (11) na Lancet é a primeira metanálise que se tem conhecimento sobre o tema. Foi realizado um grande estudo, envolvendo outros 81 estudos, com um total de 19.240 mulheres (após 7.880 citações sobre neoplasia cervical e 4.107 sobre parto prematuro).  

O trabalho avaliou tratamentos com excisão (conização a frio clássica, conização a laser e excisão zona de transformação com alça alta frequência) ou ablação (diatermia radical, ablação a laser, coagulação a frio ou crioterapia). As pacientes submetidas à histerectomia foram excluídas do estudo. Os desfechos primários estudados foram falha de tratamento (histologia ou citologia anormal no seguimento) ou parto prematuro (antes de 37 semanas).

Tratamento e redução de falhas

É possível afirmar que técnicas de excisão mais radicais reduzem o risco de falha do tratamento, mas aumentam o risco de parto prematuro subsequente. Embora haja incerteza, os tratamentos ablativos provavelmente não aumentam o risco de parto prematuro, mas estão associados a maiores taxas de falha do que as técnicas excisionais. A técnica de LLETZ (excisão da zona de transformação) parece ter a resposta de equilíbrio entre eficácia e morbidade reprodutiva.  

A escolha do tratamento deve depender da idade da mulher, tamanho e localização da lesão e planejamento familiar futuro. Excisões que avancem mais de 10 mm e particularmente as maiores de 15 mm devem receber atenção mais especial no pré-natal subsequente.

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# Antonios Athanasiou, Areti Angeliki Veroniki, Orestis Efthimiou, Ilkka Kalliala, Huseyin Naci, Sarah Bowden, Maria Paraskevaidi, Marc Arbyn, Deirdre Lyons, Pierre Martin-Hirsch, Phillip Bennett, Evangelos Paraskevaidis, Georgia Salanti, Maria Kyrgiou, Comparative effectiveness and risk of preterm birth of local treatments for cervical intraepithelial neoplasia and stage IA1 cervical cancer: a systematic review and network meta-analysis,The Lancet Oncology, 2022. https://doi.org/10.1016/S1470-2045(22)00334-5