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Especial de Carnaval: cetoacidose diabética e os cuidados com o paciente diabético

Crianças com diabetes tipo 1 precisam tomar insulina diariamente, além de se hidratarem e alimentarem adequadamente. Lapsos nesses cuidados podem levar à cetoacidose diabética, a principal causa de morbidade e mortalidade. Durante o Carnaval, a atenção dos médicos deve ser redobrada, já que os sintomas podem passar despercebidos pelos pais no meio da festa.

Um caso de cetoacidose diabética bem conduzido pode evitar a internação da criança e reduzir significativamente o risco de morte. Um estudo de coorte recente, publicado na revista Pediatrics, identificou os padrões de atendimento ambulatorial associados a essa emergência médica.

O estudo utilizou dados de 5.263 crianças com diabetes tipo 1, de um programa social na Califórnia. Foram analisadas as visitas ambulatoriais aos serviços de clínica, endocrinologia, farmácia e emergência durante os 6 meses anteriores a uma data estipulada: primeira hospitalização por cetoacidose diabética ou término do estudo sem a complicação.

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Entre os participantes, 16,7% tiveram cetoacidose diabética durante o período de estudo. Esses pacientes apresentaram maior probabilidade de visitar a emergência (OR ajustado: 3,99, IC 95%: 2,60 – 6,13) ou fazer uma visita não preventiva de atenção primária (OR ajustado: 1,35, IC 95%: 1,01 – 1,79) dentro dos 14 dias antes da data estipulada, e menor probabilidade de visitar um endocrinologista (OR ajustado: 0,76, IC 95%: 0.65 – 0.89) dentro dos 120 dias precedentes.

Pelos resultados, os pesquisadores concluíram que para crianças com diabetes tipo 1, as visitas recentes à emergência e intervalos longos sem cuidados específicos são sinais importantes de cetoacidose diabética iminente. Nesse Carnaval, fique atento aos sintomas e ao histórico do seu paciente para evitar complicações mais graves!

Referências:

  • Outpatient Care Preceding Hospitalization for Diabetic Ketoacidosis. Stephanie S. Crossen, Darrell M. Wilson, Olga Saynina, Lee M. Sanders. Pediatrics Jun 2016, 137 (6) e20153497; DOI: 10.1542/peds.2015-3497

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