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Fitoterápicos: uma arma que pode ser usada no campo

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Sendo uma das artes empíricas assistenciais mais praticadas desde os primórdios civilizacionais, com raízes diversificadamente amazônicas, chinesas, egípcias, babilônicas, dentre outras, de caráter alquimista e às vezes espiritual, o uso de fitoterápicos conduz o ser humano à interação com plantas em um desígnio de tratamento, cura ou paliativismo de enfermidades.

Não por coincidência histórica, há de se ter escutado que uma certa infusão é boa para isto, um emplastro é bom para aquilo, que tal cura foi alcançada…Mas, concomitantemente, também há relatos onde desfechos fatais sucederam ao se ingerir um simples chá.

folhas de ginkgo biloba, fitoterápico, com gotas de chuva em preto e branco

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Por que escolher fitoterápicos?

Muitas vezes tratada como panaceia, a medicação utilizada não está isenta de ser um mísero placebo, ou ainda trazer consigo riscos elevados à biologia humana, podendo resultar de seu uso indiscriminado problemas graves e episodicamente irreversíveis, como urticárias, falhas renais, abortos, choques anafiláticos, morte.

A situação se complica mais quando em assistência à certa população que possui resistência à medicação chamada, vulgarmente, ocidental, baseada em formulações sintéticas; ou quando em lugares precários e distantes; ou, também, onde não se pode interferir na cultura e tradição de um povo originário indígena, por exemplo.

Mais do autor: Consulta em Libras, e agora doutor? 

A arma do profissional que se vê “perdendo a batalha no campo de guerra” é trazer consigo para este âmbito rural/limitante uma farmacopeia mental, digital ou em papel, de preferência com registro e estudos apurados sobre cada item, para complementar as propostas terapêuticas com qualidade, evitar possíveis erros, resgatar a confiança e conseguir uma adesão melhor do paciente ao tratamento alternativo ou disponível, além de pensar também pelo lado econômico.

E este conhecimento, por vezes adquirido em revistas e livros de variadas origens e línguas, mas na grande maioria herdado de antepassados pelo uso das plantas medicinais (substâncias em formas não industrializadas), pode ter sua aplicação respaldada pelo Formulário de Fitoterápicos liberado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 2018, assim como pela cartilha do Conselho Regional de Farmácia de São Paulo, onde são expostos medicamentos fitoterápicos (substâncias processadas industrialmente para melhor depuração e posologia) com suas indicações e demais afins.

Por tanto, como gatilho, seguem algumas substâncias utilizadas, para aguçar a sapiência:

  • Babosa/Aloe vera: cicatrização de feridas e psoríase;
  • Cajueiro/Anacardium occidentale: diarreia, antisséptico, cicatrizante;
  • Soja/Glycine Max: sintomas do climatério e menopausa;
  • Melissa/Melissa officinalis: cólicas, ansiedade, insônia, amnésia;
  • Unha de Gato/Uncaria tomentosa: artralgia, mialgia, anti-inflamatório;
  • Marcela do campo/Achyrocline satureioides: sedativo leve, cólica, anti-inflamatório;
  • Anis estrelado/Illicium verum: bronquite, flatos, expectorante;
  • Espinheira Santa/Maytenus ilicifolia: úlcera gástrica, pirose;
  • Erva Cidreira/Lippia alba: enxaqueca, ansiedade, dispepsia;
  • Canela/Cinnamomum verum: hiporrexia, flatos, hipoglicemiante;
  • Castanha da índia/Aesculus hippocastanum: insuficiência venosa, varizes, hemorroidas;
  • Alho /Allium sativum: antisséptico, expectorante,hipercolesterolemia, hipotensor leve;
  • Valeriana/Valeriana officinalis: insonia, ansiedade;
  • Poejo/Mentha pulegium: inflamação de vias aéreas; expetorante, gases, hiporexia.

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Referências bibliográficas:

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