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Frustração é uma das palavras mais ligadas à profissão do médico

Tempo de leitura: 2 minutos.

Falamos recentemente no Portal PEBMED sobre a síndrome de Burnout, caracterizada pelo esgotamento no trabalho. Sem dúvida, uma das profissões mais expostas ao distúrbio é a dos médicos. Na sexta passada (11) foi celebrado o Dia da Saúde Mental e o tipo de transtorno mais recorrente é a depressão; novamente, a classe médica é uma das mais acometidas. As duas doenças, que podem aparecer sozinhas ou em comorbidade, são os principais reflexos ou sintomas da insatisfação do médico, além, é claro, da desvalorização da profissão.

Dados sobre a frustração com a profissão

A pesquisa The Truth About Doctors, realizada pela agência McCann Health em 2017, revelou que a frustração é uma das palavras mais relacionadas à prática médica ao redor do mundo. O estudo contou com quase 2 mil médicos provenientes de 16 países (Arábia Saudita, Alemanha, Índia, Itália, Espanha, Filipinas, Estados Unidos, Reino Unido, França, Dinamarca, Suécia, Emirados Árabes, China, Japão, Coréia do Sul e Brasil) e concluiu que a realidade da profissão mostrou-se aquém das expectativas dos médicos em relação a quando estes profissionais estavam no início dos estudos.

Leia mais: Um olhar em meio ao caos: reflexão sobre a profissão do médico

Entre as dificuldades relatadas estão a relação médico-paciente, cada vez mais prejudicada pela quantidade em detrimento da qualidade. Tanto o sistema público quanto o privado forçam o médico a atender um número maior de pacientes, em decorrência das enormes filas nos hospitais públicos ou no congelamento do valor da consulta nos privados. Isso provoca uma queda na qualidade do atendimento, frustração com o sistema de saúde e sobrecarga para o médico.

Consequências

Segundo a diretora de estratégias da McCann Health da América do Norte, Hilary Gentile, os médicos se sentem limitados em sua habilidade de cuidar dos pacientes por causa do sistema comercial de saúde. O descontentamento com a profissão se reflete não só no trabalho como também na vida pessoal. Do total, 66% dos médicos relataram que sofrem distúrbios do sono (o Brasil está acima da média com 72%) e 58% disseram ter problemas no casamento.

Conforme publicamos recentemente, a classe médica é o quinto grupo profissional mais exposto à depressão e/ou outros distúrbios, como o estresse e a síndrome de Burnout, e 1 entre quatro estudantes de Medicina sofre com a depressão. A rotina estressante, o sistema de saúde precário, a desvalorização do profissional de saúde, entre outros fatores, contribuem cada vez mais que a insatisfação dos médicos.

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*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED

Referências: 

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