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Hepatites Virais: Brasil registrou queda no número de casos, mas ainda não atingiu a meta

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O Brasil registrou queda no número de casos de hepatites em 2019, segundo dados do Ministério da Saúde divulgados no final de julho. Os números estão disponíveis no Boletim Epidemiológico de Hepatites Virais da Secretaria de Vigilância em Saúde.

Contudo, o país ainda precisa atingir a meta de reduzir em até 90% os casos da doença e em 65% os óbitos associados até 2030 para cumprir o compromisso firmado no Plano Estratégico Global das Hepatites Virais.

O secretário de Vigilância em Saúde, Arnaldo de Medeiros, garantiu que a fila de tratamento para hepatites virais foi “zerada”. Para isso, a pasta reestruturou o modelo de aquisição, programação e distribuição dos medicamentos para hepatites virais em agosto de 2019 e agora se prepara para reestruturar o modelo de dispensação.

Ouça também: Combate às Hepatites Virais: como tratar as hepatites e quando encaminhar para transplante? [podcast]

Hepatite A

Os casos registrados de hepatite A foram reduzidos de 2.188 para 891, de 2018 para 2019. Os dados mais atualizados sobre óbitos pela enfermidade se referem a 2018, quando 28 brasileiros morreram. Em 2017, o número chegou a 22.

Hepatite B

Já a quantidade de casos registrados de hepatite B no ano passado chegou a 13.971 em relação aos 14.686 de 2018. Já os óbitos, por sua vez, apresentaram uma pequena alta entre 2017 e 2018, passando de 414 para 424.

O relatório aponta ainda que mais homens foram infectados. O número de indivíduos do sexo masculino com hepatite B foi de 7.938, enquanto do sexo feminino somou 6.028. A principal forma de contágio foi por via sexual, com 20,4%.

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Hepatite C

O levantamento do Ministério da Saúde revela que houve uma redução de 2018 para 2019, de 27.773 para 22.747 em relação aos casos de hepatite C. Os óbitos também recuaram, de 1.720 em 2017 para 1.574 em 2018.

“O Ministério da Saúde realizou um pregão para aquisição de mais de 50 mil tratamentos para a hepatite C, garantindo um abastecimento da nossa rede de atenção à saúde até 2021. E não apenas para hepatite C, mas para hepatite B há estoque de medicamentos o suficiente para abastecer o SUS até o primeiro trimestre de 2021”, afirmou Arnaldo de Medeiros, secretário de Vigilância em Saúde.

A hepatite C é a maior causa de cirrose, câncer e transplantes de fígado no mundo. Contudo, é o único tipo que é completamente curável através de tratamentos medicamentosos.

Hepatite D

A hepatite D é o tipo da enfermidade que apresenta o menor número de casos em relação às demais, sendo responsável por 164 casos no país em 2019. No ano anterior, o número foi de 151.

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Metas globais para eliminar as hepatites virais

Um estudo da Organização Mundial de Saúde (OMS), publicado no ano passado, na Lancet Global Health, indica que o investimento de US$ 6 bilhões por ano na eliminação das hepatites em 67 países de baixa e média renda evitaria 4,5 milhões de óbitos prematuros até 2030.

Um total de US$ 58,7 bilhões seria necessário para eliminar as hepatites virais como ameaça à saúde pública nesses países nos próximos onze anos. Isso significa reduzir o número de novas infecções em 90% e os óbitos em 65%.

Ao investir em testes diagnósticos e medicamentos para o tratamento das hepatites B e C neste momento, os países podem salvar vidas e reduzir custos relacionados ao tratamento prolongado da cirrose e do câncer de fígado.

*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED

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