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HPV: a importância da identificação precoce

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O HPV refere-se a uma doença viral que acomete pele e mucosas, podendo ocasionar lesões verrucosas e demais lesões que podem evoluir para câncer, a exemplo dos cânceres de colo do útero, garganta ou ânus. O nome se dá pela abreviação da sigla Papiloma Vírus Humano e cada modalidade de HPV pode levar ao desenvolvimento de lesões em locais variados do corpo.

Existe uma forte relação entre o HPV e o câncer de útero, enquanto para com os demais tipos de câncer, já não há essa relação.

Vacina contra HPV reduz em 89% a incidência de câncer do colo do útero

HPV

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA) calcula-se que o câncer de colo do útero seja o terceiro tipo de neoplasia (maligna) mais comum entre as mulheres brasileiras, com cerca de 20 mil casos novos e 4 mil óbitos a cada ano. Sendo este tipo de câncer o maior responsável pela morte de mulheres na região norte do país, o segundo no nordeste e o terceiro nas demais regiões, um dado muito preocupante.

O HPV é uma doença contagiosa cuja transmissão se dá pelo contato da pele, sendo o contato sexual o mais comum, por isso é considerada uma DST; raramente pode ser transmitido por objetos.

Dos 200 tipos de HPV que existem, já se identificou e sequenciou geneticamente pelo menos 150 deles. Dentre eles, apenas 14 tipos podem causar as lesões que são consideradas precursoras de câncer. Aproximadamente 70% dessas lesões são causadas pelos HPVs tipo 16 e 18, enquanto o HPV 31, 33, 45 e outros tipos menos comuns são encontradas nos casos restantes.

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Sinais e sintomas do HPV

  • Lesões verrucosas em região genital ou pênis, introito vaginal ou uretral, ou colo do útero;
  • Lesões verrucosas em região de ânus, garganta, boca, pés e mãos.

Mais de 90% das pessoas conseguem eliminar o vírus do HPV do organismo naturalmente, sem ter manifestações clínicas e além da identificação diagnóstica precoce através do exame Papanicolau, é fundamental que ações de prevenção contra o desenvolvimento do câncer uterino sejam constantemente implementadas.

Ações educativas e de conscientização com relação à doença e seu caráter muitas vezes silencioso, assim como o tratamento das lesões ainda na sua fase inicial (antes de invadirem o colo do útero) são indispensáveis para o controle e prevenção da doença e seu agravamento. Viabilizando assim, tratamentos mais acessíveis e maior perspectiva de cura.

Estima-se que com o rastreamento e tratamento precoce é possível reduzir em 80% o risco de morte por câncer de útero em mulheres entre 25 e 60 anos, através do exame Papanicolau e exames de maior tecnologia como a colposcopia que possibilita melhor visualização do colo uterino.

Autora:

Referências:

  • Medrado, Kelly Silva; De Oliveira Santos, Mônica; De Moraes Filho, Aroldo Vieira. Papiloma Vírus Humano (Hpv): Revisão Bibliográfica. Saúde & Ciência Em Ação, P. 52-63, 2017.
  • Neri, Claudia; Andrade, Aline Gomes; Silva, Layla Alves. Hpv X Câncer De Colo Do Útero: O Conhecimento Das Mulheres Na Região Central De Um Munícipio Referência Da Região De Saúde Ilha Do Bananal-To. Amazônia: Science & Health, P. 70-78, 2019.
  • Dias, Isadora Clarissa Cordeiro Et Al. Câncer De Colo Do Útero, Genotipagem Do Papiloma Vírus Humano (Hpv) Em Mulheres Quilombolas De Um Município Brasileiro: Aceitabilidade Da Vacina. Cadernos De Pesquisa, P. 159-169, 2014.

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