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Mulher grávida busca relaxamento como forma de evitar síndromes hipertensivas na gestação

Incidência e seguimento das doenças hipertensivas da gravidez

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As síndromes hipertensivas permanecem como as principais causas de morbidade e mortalidade materno-fetais no mundo. Além disso esses eventos durante a gravidez predispõe as mulheres a possíveis complicações relacionadas à hipertensão crônica no futuro como coronariopatias e AVC, comparadas com homens da mesma idade.

Leia também: Os números da hipertensão: novas drogas significam mais controle da doença?

A hipertensão durante a gestação pode se apresentar de 4 formas:

  • Pré-eclâmpsia/eclâmpsia
  • Hipertensão gestacional
  • Hipertensão crônica
  • Pré-eclâmpsia sobreposta à hipertensão crônica

Outro agravante observado é o aumento do risco de morte, nos próximos 10 anos após a gestação, por doenças cardiovasculares secundário às formas mais graves de pré-eclâmpsia.

Com esses dados alarmantes, e podendo olhar para essas pacientes durante suas gestações, que o estudo em questão avaliou uma coorte de 7.544 mulheres entre 1976-1982, postulando que são subestimados os dados de pacientes que evoluem com hipertensão crônica com antecedente gestacional de síndromes hipertensivas.

Como critérios de inclusão para o estudo optaram por selecionar mulheres de no máximo 46 anos de idade, moradoras (ou que passassem a maior parte do tempo) no Condado de Olmsted (Minnesota – EUA), e que tenham apresentado hipertensão em gestações com mais de 20 semanas.

Os resultados trouxeram novos achados pelo acompanhamento dessas pacientes ao longo do tempo. Muitas gestantes, após seus partos, se perdem das referências e não sabemos os comportamentos clínicos ou desfechos de seus quadros hipertensivos.

Saiba mais: Hipertensão resistente: como abordar na atenção primária?

Os achados mais relevantes foram:

  1. Encontraram a real incidência de Doenças Hipertensivas na gravidez pela avaliação de prontuários de pacientes. Antes era realizada pesquisa pelos diagnósticos de alta apenas. A incidência de hipertensão é maior por mulher que engravida do que por gestação na mesma mulher (15,3% contra 7,5%)
  2. Ficou claramente provado que a incidência era subestimada pelos dados encontrados. Mostrando que a hipertensão é uma doença que afeta as mulheres durante seus anos reprodutivos.
  3. Mulheres com antecedentes de hipertensão na gestação (quaisquer variantes) apresentam, no decorrer de sua vida após a gravidez, risco relativo maior que as outras mulheres normotensas de apresentar doenças renais e cardíacas, incluindo arritmias, coronariopatias e AVC.
  4. Uma mulher que apresente em gestação anterior doença hipertensiva (quaisquer variantes estudadas) aumenta o risco de comorbidades, uma vez que essa mulher acelera as taxas de doenças crônicas relacionadas a doenças cardiovasculares, em comparação com mulheres normotensas.

O estudo concluiu seus achados sugerindo que futuros estudos envolvendo as síndromes hipertensivas durante a gestação devem levar em consideração como fatores de risco futuros as incidências de hipertensão na mesma mulher em gestações posteriores e incidências de hipertensão em gestações de mulheres diferentes. Ambos os casos aumentaram os riscos de eventos cardiovasculares no futuro de até 10 anos.

Autor(a):

Referências bibliográficas:

  • Garovic VD, White WM, Vaughan L, et al. Incidence and Long-Term Outcomes of Hypertensive Disorders of Pregnancy. J Am Coll Cardiol 2020;75:2323-2334.

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