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Novo exame detecta 4 tipos de dengue, além de zika e chikungunya

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Pesquisadores brasileiros desenvolveram um exame inovador que torna o diagnóstico de dengue, zika e chikungunya mais específico.

O novo exame foi desenvolvido no Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP), associação civil sem fins lucrativos instituída mediante parceria entre a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o governo paranaense.

Esse teste representa um avanço na capacidade diagnóstica, incorporando em um mesmo teste a diferenciação entre os quatro tipos de dengue, além de zika e chikungunya.

“É o único que faz isso no Brasil”, diz animado o pesquisador da Fiocruz/Paraná, Fabrício Marchini, que também é gerente de desenvolvimento tecnológico do IBMP. Os demais testes em desenvolvimento ainda não são capazes de diferenciar os tipos virais da dengue.

Dengue: benefícios do novo exame

Segundo especialistas, esse novo método será importante porque irá ajudar na obtenção de diagnósticos mais precisos. Isso porque, atualmente, os testes utilizados na maioria dos serviços da rede pública captam os anticorpos produzidos em resposta à presença dos vírus. Mas isso pode levar a resultados falso-positivos, uma vez que esses anticorpos permanecem no organismo do indivíduo mesmo após a eliminação do agente infeccioso.

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Identificar com segurança se o paciente tem dengue, zika ou chikungunya é um passo importante, mas apontar, no caso da dengue, qual o tipo de vírus, é a grande vantagem do método criado pelos pesquisadores brasileiros. Esse conhecimento pode contribuir para que os estudiosos entendam como eventuais surtos estão se disseminando pelo país, além de modificar o tratamento.

O ZDC Biomol conseguiu recentemente o seu registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e poderá ser oferecido através do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz) pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Ainda não há previsão para o início da chegada dos novos ktis de testagem no SUS.

Confira os quatro tipos de dengue que circulam no Brasil:

  • Assintomática: o indivíduo é infectado pelo vírus, mas não apresenta sintomas da doença;
  • Dengue Clássica: A primeira manifestação é febre alta (39° a 40°C) de início abrupto, normalmente seguido de cefaleia ou dor nos olhos, fadiga ou dores musculares e ósseas, falta de apetite, náuseas, tonturas, vômitos e erupções na pele. A enfermidade tem duração de cinco a sete dias. O período de convalescença pode ser acompanhado de grande debilidade física, estendendo-se por semanas;
  • Dengue Hemorrágica: a forma mais grave da doença, pois pode levar ao óbito Nesse caso, o tratamento é realizado em um hospital e deve ser acompanhado de perto pelo médico. Vale lembrar que os sintomas são muito parecidos com o da Dengue Clássica, só que por volta do terceiro dia, o paciente passa a ter sangramentos, principalmente nas gengivas e na pele, além de vômitos persistentes e dor abdominal intensa e contínua;
  • Febre Hemorrágica da Dengue ou Síndrome do Choque da Dengue: a manifestação mais grave e rara da dengue hemorrágica. Apresenta sintomas como palidez, hipotermia, alterações no nível de consciência, alterações circulatórias, pressão arterial baixa e taquicardia, podendo levar ao óbito.

Veja mais: Conheça 5 mitos e verdades sobre a dengue

Apenas três estados representam 70% dos casos de dengue no Brasil em 2019

Minas Gerais, São Paulo e Goiás, que juntos somam 35% da população brasileira, representam 70% dos casos de dengue desde janeiro de 2019. Foram 1.037.714 notificações recebidas pelo Ministério da Saúde.

Ao total, a enfermidade causou 1.489.457 infecções até 12 de outubro e 683 óbitos em todo o país. Os três estados têm 67% das vítimas, com 463 óbitos.

Os dados foram divulgados em novo boletim epidemiológico das doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti.

A dengue atinge neste ano 708,8 pessoas a cada 100 mil.

*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED

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