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Novo Programa de Residência garante melhores condições para residentes

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O novo Programa de Residência Médica em Oncologia Clínica (PROC) foi desenvolvido pela Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) e publicado no Diário Oficial da União. O documento passa a ser válido em todo território nacional com implementação gradual até 2021.

“Primeiramente, o PROC leva em conta avanços importantes na oncologia com base nas descobertas dos últimos dez anos. Passamos a incorporar ao longo da residência temas como oncogenética, imuno-oncologia, um foco maior em oncologia ambulatorial e em cuidados paliativos. As residências também passam a ter que prover uma maior exposição a neoplasias hematológicas. Outro avanço consiste na possibilidade de uma certa individualização no último ano de residência, adequando a grade aos interesses específicos do residente, provendo, por exemplo, exposição maior à pesquisa clínica, aspectos administrativos, educação médica e preceptoria”, explica Rafael Kaliks, oncologista da SBOC.

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Uma das novidades é que os residentes do primeiro e segundo ano terão uma limitação no número de meses dedicados a trabalho em enfermaria, reconhecendo que a oncologia vem se tornando progressivamente uma especialidade onde a imensa maioria dos tratamentos é realizada em ambiente ambulatorial. Haverá meses dedicados a cuidados paliativos, a oncogenética. Os residentes também terão acesso a módulos educacionais, elaborados pela própria SBOC, abordando temas como Biologia de Tumores, Prevenção de Câncer, Imunoterapia do Câncer, entre outras.

“A limitação no número de meses em enfermaria certamente irá ajudar a diminuir a síndrome de Burnout, que é um problema global não só na oncologia, mas na medicina em geral. O ensino sistematizado de cuidados paliativos, com atenção também para conflitos psicológicos dos residentes no que tange à terminalidade, deverá ajudar a treinar profissionais ainda mais capacitados”, acredita Rafael Kaliks.

Segundo o porta-voz da SBOC, a abertura da possibilidade de o residente seguir uma trilha mais próxima aos seus interesses de médio e longo prazo no terceiro ano da residência, ao aderir a uma das trilhas específicas de treinamento, certamente poderá trazer maior satisfação pessoal aos formandos. Isto indica o reconhecimento de que nem todos têm necessariamente que ter exatamente o mesmo treinamento, reconhecendo a diversidade de interesses.

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Outros avanços importantes que o novo programa traz são:

  • padronizar a avaliação do conhecimento teórico e do comportamento do residente durante o treinamento;
  • aumentar a carga horária de atividade ambulatorial, principalmente no primeiro ano de residência;
  • possibilitar a individualização da formação do residente de medicina.

Rafael Kaliks destaca ainda a importância da formação individualizada do residente durante o terceiro ano, conforme os seus propósitos. “Caso o residente deseje atuar mais com pesquisa, poderá ter uma carga horária maior nessa área. Se tiver interesse na área de educação ou administração, poderá receber treinamento específico. Com isso, iremos estruturar um currículo que seja aplicável a diferentes cenários no país”.

O novo Programa está alinhado com as Recomendações para um Currículo Global em Oncologia Clínica, desenvolvidas conjuntamente pelas Sociedades Europeia e Americana de Oncologia (ESMO/ASCO), em 2016, e atualizadas periodicamente. Assim, a formação dos oncologistas brasileiros terá a mesma qualidade de países referência no tratamento de cânceres.

*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED

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