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O papel da tecnologia blockchain na telemedicina

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Em virtude da pandemia houve um aumento na demanda por telessaúde e serviços de telemedicina. Como essas ferramentas são vinculadas essencialmente à internet, podem ter grandes problemas relacionados à segurança dos dados que, se violados, comprometem a confiança no serviço. Além disso, devido a centralização de informações existe um importante risco de “ponto único de falha”, em que um problema localizado pode causar gigantescas repercussões. A tecnologia blockchain pode ajudar a superar esses desafios. Um artigo de revisão publicado recentemente na revista International Journal of Medical Informatics aborda esse tema desconhecido por muitos profissionais da saúde.

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O papel da tecnologia blockchain na telemedicina

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Mas o que é “Blockchain”?

É uma tecnologia emergente que pode ser utilizada muito além da famosa aplicação em criptomoedas. É uma rede que funciona como uma “cadeia de blocos” que carregam o conteúdo vinculado a uma impressão digital. Cada bloco na sequência contém a informação do bloco anterior além do seu próprio conteúdo e assim sucessivamente. Suas informações são escritas e salvas em um local chamado “livro razão” (ledger).

Rastrear os locais visitados pelos pacientes, proteger registros de consultas, rastrear medicamentos e verificar as credenciais de médicos são problemas que podem ser solucionados por meio da tecnologia blockchain, que assegura transparência e segurança.

Implementar essa tencologia em sistemas existentes de telessaúde e telemedicina pode fornecer uma digitalização segura dos dados clínicos dos pacientes, legitimidade dos usuários, gerenciar o acesso das informações, manter o anonimato do paciente e facilitar até mesmo a liquidação de pagamentos.

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Os pontos chaves de um sistema que usa tecnologia blockchain são: descentralização, pois a informação é controlada por várias entidades em múltiplas localidades; imutabilidade, tendo em vista que a criptografia não pode ser alterada; transparência, facilitando processos de auditoria; e sigilo, pois as transações de informações são constantemente verificadas.

Potenciais oportunidades

Como o próprio sistema criptografa os dados automaticamente, não existem intermediários no fluxo de informações além da própria “cadeia de blocos”. Isso confere maior facilidade na gestão do consentimento do paciente em ceder seus dados e maior segurança para o processo como um todo.

Além disso, por todos os “blocos” estarem interligados, a rastreabilidade torna-se mais robusta no que se refere a tratamentos à distância, entrega de medicamentos e aparelhos de monitorização remota utilizados em telessaúde.

E como em toda tecnologia blockchain é possível também automatizar os pagamentos através de “tokens de criptomoeda”, cuja transferência para o prestador de serviços é rápida, segura, transparente, auditável e não precisa de uma mediação centralizada (como um departamento físico de tesouraria).

Existem algumas start-ups promissoras no ramo, como MedCredits, Medicalchain, HealPoint, MyHealthMyData e ROBOMED, por exemplo.

Desafios

Os sistemas utilizados em telemedicina geralmente se baseiam em princípios tradicionais de sistemas já validados na prática diária. Confiam em formas de armazenar e proteger as informações do paciente que dificilmente serão substituídas pela tecnologia blockchain — a qual ainda precisa desenvolver muitas padronizações e regulamentações para poder ser adotada em larga escala. 

Como esse tema é novidade para a maior parte dos profissionais de saúde e gestores, existe um longo caminho a ser percorrido para que seja possível explorar todos os benefícios que essa tecnologia pode oferecer.

Autor(a):

Referências bibliográficas:

  • Ahmad RW, et al. The role of blockchain technology in telehealth and telemedicine, International Journal of Medical Informatics,Volume 148,2021,104399. doi: 10.1016/j.ijmedinf.2021.104399.

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