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Outubro Rosa: quais fatores aumentam o risco de câncer de mama?

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Um recente estudo aponta que as mulheres com diagnóstico de câncer de mama, independente se estavam menstruando ou na pós-menopausa, eram em sua maioria sedentárias. Elas também consumiam mais cigarros e bebidas alcoólicas do que as mulheres sem o diagnóstico. Os resultados foram analisados pelos pesquisadores da Universidade Federal de Goiás, em parceria com a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM).

A pesquisa foi realizada com 542 mulheres, sendo 197 com câncer de mama e 344 saudáveis, evidenciando que na pré-menopausa a adiposidade abdominal elevada, triplica o risco de câncer de mama.

“Esses resultados reafirmam que é necessário incentivar as mulheres brasileiras a melhorarem a sua qualidade de vida, incluindo hábitos saudáveis no seu dia a dia”, afirmou Ruffo de Freitas Junior, coordenador da pesquisa e presidente do Conselho Deliberativo da SBM.

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Casos de câncer de mama aumentam a cada ano

O câncer de mama é o tipo mais frequente entre as mulheres, impactando 2,1 milhões de mulheres a cada ano e também causando o maior número de mortes relacionadas ao câncer entre as pessoas do sexo feminino. Em 2018, estima-se que 627.000 mulheres vieram óbito por causa do câncer de mama, o que significa 15% de todas as mortes por câncer entre mulheres. E até o final de 2019 são esperados 59,7 mil novos casos, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA).

“Como sabemos que apenas 10% do câncer de mama são originárias de causas hereditárias, identificar os fatores que podem ser alterados é uma importante forma de prevenção primária da doença”, frisou Ruffo de Freitas Junior.
Rastreamento mamográfico, um grave problema no Brasil

Como a melhor maneira de enfrentar o câncer de mama é através do diagnóstico precoce, daí vem a importância do rastreamento mamográfico para tentar reverter esse quadro.

Leia mais: Câncer de mama: novos tratamentos podem adiar a quimioterapia

Entretanto, dos maiores problemas no país hoje é o alto número de mulheres diagnosticadas com tumores maiores (em média 2,6 cm) do que os achados no rastreamento mamográfico (em média 1,5 cm), além de serem mais propensos a mostrar metástases axilares (entre 18% e 45% dos casos) do que os detectados no rastreamento (entre 18% e 25%).

“Dessa forma, ampliar o acesso ao diagnóstico precoce e ao tratamento poderá aumentar a chance de sobrevida das pacientes, evitando que evoluam ao câncer de mama metastático”, ressalta o mastologista Felipe Andrade, vice-presidente da Região Sudeste da SBM.

Em 2017, 2,7 milhões de mamografias foram realizadas por ano em mulheres da faixa etária entre 50 e 69 anos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), uma cobertura de 24,1%, a menor dos últimos anos (em 2013, o percentual de cobertura foi 24,8%; em 2015 – 24,4%; e em 2017- 24,1%) e muito abaixo do recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que é de 70%.

Há cerca de 5 mil mamógrafos em uso pelo SUS em todo o Brasil, segundo o Ministério da Saúde. Na opinião de especialistas da área de saúde, o número de mamógrafos é suficiente no país, no entanto são mal distribuídos, pois a maioria está nas grandes cidades e capitais, deixando boa parte da população do interior e de pequenas cidades descoberta, com impossibilidade de fazer o exame de maneira rápida.

Veja também: Câncer de mama: imunoterapia pode ajudar no desaparecimento do tumor

Segundo a Agência Nacional de Saúde Complementar (ANS), em 2015, o setor de planos de saúde realizou cerca de 5,1 milhões de mamografias, sendo 2,3 milhões na faixa etária prioritária (entre 50 e 69 anos); 34.830 internações relacionadas à doença; e 17.169 cirurgias para tratamento do câncer de mama.

Estudos realizados pela SBM, em parceria com o Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CBR) e a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), revelaram que menos de 10% das 5,2 mil clínicas, públicas e privadas, espalhadas pelo Brasil possuem o Selo de Qualidade em Mamografia, concedido pelo CBR.

O foco deste ano da campanha Outubro Rosa é “Mais Acesso Mais Respeito – Todos contra o câncer de mama”. Confira mais sobre esse tema aqui.

*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED

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