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Pacientes com autismo podem se beneficiar da imunoterapia?

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O transtorno do espectro autista (TEA) é uma incapacidade de desenvolvimento definida por critérios diagnósticos que incluem déficits na comunicação social e interação social. A terapia padrão-ouro é a comportamental, mas evidências recentes têm mostrado o potencial da imunoterapia. Em um novo artigo, publicado em agosto na revista Translational Psychiatry, pesquisadores apresentaram a maior série de casos de crianças com autismo tratados com imunoglobulina intravenosa (IgIV).

Para essa análise, investigadores selecionaram 82 crianças (média de idade de 9 anos; 61% do sexo masculino) de uma clínica americana de TEA para fazer rastreio de encefalite autoimune; destas, 80 tinham autismo. Entre os participantes, 31 (38%) receberam imunoglobulina intravenosa mensalmente durante dois anos.

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Imunoterapia e autismo

No total, 90% dos pais declararam alguma melhora, com 71% relatando melhorias em dois ou mais sintomas.

Em um subconjunto de pacientes, os responsáveis preencheram dois questionários antes e durante o tratamento com IgIV – a Lista de Verificação de Comportamento Aberrante (ABC) e a Escala de Responsividade Social (ERS). Foi observada uma melhoria estatisticamente significativa na ERS e ABC.

No Cunningham Panel (método diagnóstico), que analisa quatro anticorpos, 61% do grupo foram positivos para um anticorpo, e apenas uma criança teve resultados negativos no Cunningham Panel e nos níveis elevados de proteína quinase dependente de cálcio-calmodulina, que é ativada em condições autoimunes.

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Efeitos adversos foram identificados em 62% dos participantes, mas limitados ao período de infusão. Apenas dois (6%) pacientes descontinuaram a IgIV devido a efeitos adversos.

Pelos achados, os pesquisadores concluíram que as evidências oferecem suporte para a possibilidade de que algumas crianças com autismo podem se beneficiar da imunoterapia. Como os efeitos adversos são comuns, esse tipo de tratamento deve ser considerado com cautela.

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