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Positividade de SARS-CoV-2 na descendência e momento de transmissão mãe-filho

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As infecções maternas por SARS-CoV-2 têm potencial de serem transmitidas verticalmente. Embora já existam evidências robustas sobre a magnitude e modos de transmissão na população em geral, ainda pouco se sabe sobre as possibilidades de transmissão entre mãe e filho durante o período gestacional e entre mães infectadas e seus recém-nascidos. os estudos existentes ainda não conseguem explicar as taxas de positividade e época de transmissão durante a gravidez (qual período de maior transmissibilidade), durante o parto e no pós-parto.

Leia também: Toxicidade da proteína Spike de SARS-CoV-2?

As análises em materiais fetais (p.ex. placenta, líquido amniótico) ou secreções do recém-nascido onde se testa com RT-PCR sozinho não são capazes de determinar o diagnóstico da infecção fetal. A acurácia do SARS-CoV-2 IgM também é variável. Além disso, a época certa para diferenciar a transmissão intraparto do vírus e a adquirida no pós-parto através do contato com a mãe, os cuidadores, o pessoal da saúde ou no meio ambiente ainda permanece obscura.

Positividade de SARS-CoV-2 na descendência e momento de transmissão mãe-filho

Revisão

Com essa premissa uma revisão sistemática viva (ela será atualizada nos próximos dois anos de acordo com o surgimento de novas evidências neste período) publicada no BMJ em março deste ano trouxe um estudo sobre fatores como gravidade da covid materna, época da infecção na gravidez (1º, 2º ou 3º trimestres), tipo de parto, aleitamento materno e os contatos pós natais dos recém-nascidos estariam associados à positividade do SARS-CoV-2 nos recém-nascidos indicando as possíveis vias de transmissão.

A revisão de 472 estudos dentro da revisão evidenciou que as taxas médias de transmissão do SARS-CoV-2 para os nascidos de mães infectadas é baixa (2%). O estudo ainda confirmou existir a transmissão de mãe para filho intraútero, intraparto e no pós parto imediato. A simples detecção do RNA SARS-CoV-2 em materiais como líquido amniótico, placenta, secreção vaginal e leite materno não indica necessariamente infecção do bebê. A transmissão intraútero foi considerada bastante rara.

Entre 536 bebês do estudo tem-se:

  • entre os nascidos vivos:
    • 4 confirmados
    • 47 possíveis
    • 47 improváveis
    • 324 indeterminados
  • evoluíram com morte fetal ou aborto:
    • 3 confirmados
    • 17 possíveis
    • 6 improváveis

Saiba mais: Efeito da época da infecção materna por SARS-CoV-2 nos desfechos nascituros

Alguns fatores podem servir como marcadores para maiores taxas de transmissibilidade como covid mais grave materna (odds ratio de 2,36 – IC 95% 1,28 – 4,36, I2 = 10%), morte materna na evolução (odds ratio de 14,09, IC95% 4,14 – 47,97, I2 =0%), admissão em UTI (odds ratio de 3,46, IC 95% 1,74 – 6,91, I2 = 0% ) e infecção pós natal covid materno (odds ratio de 4,99, IC95% 1,24 – 20,13, I2= 65%) com as maiores taxas de positividade nos bebês desses casos.

O parto vaginal, aleitamento materno ou o contato materno com o recém-nascido não se associaram com maior taxa de positividade para SARS-CoV-2 (p > 0,005).

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Referências bibliográficas:

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