Pebmed - Notícias e Atualizações em Medicina
Cadastre-se grátis
Home / Cardiologia / Quais as perspectivas para o futuro da insuficiência cardíaca?
eletrocardiograma impresso de paciente com insuficiência cardíaca

Quais as perspectivas para o futuro da insuficiência cardíaca?

Acesse para ver o conteúdo
Esse conteúdo é exclusivo para usuários do Portal PEBMED.

Tenha acesso ilimitado a todos os artigos, quizzes e casos clínicos do Portal PEBMED.

Faça seu login ou inscreva-se gratuitamente!

Preencha os dados abaixo para completar seu cadastro.

Ao clicar em inscreva-se, você concorda em receber notícias e novidades da medicina por e-mail. Pensando no seu bem estar, a PEBMED se compromete a não usar suas informações de contato para enviar qualquer tipo de SPAM.

Inscreva-se ou

Seja bem vindo

Voltar para o portal

A insuficiência cardíaca é via final de todas as doenças do coração e tem impacto importante na qualidade de vida e mortalidade, se trata de uma doença sem cura e progressiva.

Desde a evidência de benefício em sintomas e sobrevida por parte dos IECAs e BRAs, diversos medicamentos foram adicionados na cesta de tratamento da insuficiência cardíaca com grandes impactos em desfechos duros.

Recentemente observamos o benefício do sacubitril + valsartana e dos inibidores SGLT2 na mortalidade da doença.
Entretanto, a cura para doença só é possível através de transplante cardíaco, o que é raro e não é livre de outras complicações.

Atualmente a estratégia ideal se baseia na prevenção e controle de fatores de risco, bem como correção cirúrgica de doenças estruturais e tratamento de arritmias que possam levar a uma disfunção cardíaca. Mas quais as perspectivas para a doença?

Perspectivas para a insuficiência cardíaca

A terapia com células tronco ou com mioblastos esqueléticos pretende induzir a regeneração do músculo cardíaco e assim melhorar sua função. Diversos tipos de células tronco estiveram envolvidos em pesquisa, entretanto o benefício da terapia celular permanece incerto. O benefício da terapia celular parece ser mais parácrino, produzindo diversas substâncias como fatores de crescimento e citocinas, melhorando perfusão cardíaca através de angiogênese, sendo esse um fator de melhora da função ventricular. Porém não houve diferenciação em cardiomiócitos ou mesmo contração muscular efetiva dessas células.

Os estudos tiveram evidência fraca em relação a desfechos duros, mas parecem não provar reduzir risco de internação ou mortalidade.

Leia também: Recomendações para avaliação de pacientes internados com insuficiência cardíaca

Quando o tecido cardíaco sobre uma lesão de qualquer natureza, tende a substituir o tecido danificado por fibrose. A fibrose tem o papel de manter a integridade da estrutura cardíaca substituindo a perda de miócitos. Entretanto o tecido fibrótico compromete a funcionalidade do órgão e tende a gerar focos arritmogênicos ou de bloqueios de condução elétrica.

Os fibroblastos e miofibroblastos quando ativados por alguma lesão cardíaca passam a produzir matriz extracelular em um processo que possui quatro fases. Sabe-se também, que a fibrose não é um tecido cicatricial estático e pode aumentar ou ser reabsorvido conforme determinados estímulos. Muito se discute em reduzir a carga fibrótica, porém poucos estudos abordam a redução da fribrogênese.

RAQ de linfócitos T

Um estudo recente usou um receptor de antígeno quimérico (RAQ) de linfócitos T. Esse receptor age de forma combinar anticorpos monoclonais ao poder citolítico das células T independentes do complexo principal de histocompatibilidade. Os pesquisadores utilizaram ratos com corações que possuíam miofibroblastos mutantes que produziam um antígeno não próprio. Sendo assim os linfócitos T destruíam os miofibroblastos levando a uma menor fibrogênese no coração.

Após essa etapa os pesquisadores encontraram uma proteína relacionada a fribrogênse em corações humanos, a proteína de ativação dos fibroblastos (PAF). Aproveitando os linfócitos T direcionados a PAF que foram testados previamente na doença neoplásica, os pesquisadores observaram uma redução da fibrose, aumento da massa ventricular e um certo aumento da contratilidade cardíaca em ratos com corações fibróticos. Como os fibroblastos que agem na região perivascular não expressam PAF a cicatrização de lesões agudas não seria afetada.

Veja também: Como manejar a insuficiência cardíaca no paciente com comorbidades?

Além disso os efeitos colaterais da terapia foram mínimos, apresentando apenas uma fraca inflamação.
Portanto diversas questões surgem dessa nova estratégia terapêutica baseada na medicina de precisão que visa atacar apenas o problema em questão.

Será que ela será realmente efetiva? Quais serão os efeitos colaterais em humanos? Haveria resposta semelhante em outros tecidos que não o cardíaco? Como seria em relação a questões éticas? O fato é que surge uma nova estratégia na terapia da insuficiência cardíaca que deve ser levada em consideração.

Quer receber as principais novidades em Cardiologia? Participe do nosso grupo do Whatsapp!

Autor:

Referências bibliográficas:

  • Ponikowski P, Voors AA, Anker SD, et al. 2016 ESC Guidelines for the diagnosis and treatment of acute and chronic heart failure: The Task Force for the diagnosis and treatment of acute and chronic heart failure of the European Society of Cardiology (ESC)Developed with the special contribution of the Heart Failure Association (HFA) of the ESC. Eur Heart J 2016; 37:2129.
  • Yancy CW, Jessup M, Bozkurt B, et al. 2017 ACC/AHA/HFSA Focused Update of the 2013 ACCF/AHA Guideline for the Management of Heart Failure: A Report of the American College of Cardiology/American Heart Association Task Force on Clinical Practice Guidelines and the Heart Failure Society of America. Circulation 2017; 136:e137.
  • Yancy CW, Januzzi JL Jr, Allen LA, et al. 2017 ACC Expert Consensus Decision Pathway for Optimization of Heart Failure Treatment: Answers to 10 Pivotal Issues About Heart Failure With Reduced Ejection Fraction: A Report of the American College of Cardiology Task Force on Expert Consensus Decision Pathways. J Am Coll Cardiol 2018; 71:201.
  • Sanganalmath SK, Bolli R. Cell therapy for heart failure: a comprehensive overview of experimental and clinical studies, current challenges, and future directions. Circ Res 2013; 113:810.
  • Murry CE, Soonpaa MH, Reinecke H, et al. Haematopoietic stem cells do not transdifferentiate into cardiac myocytes in myocardial infarcts. Nature 2004; 428:664.
  • Nygren JM, Jovinge S, Breitbach M, et al. Bone marrow-derived hematopoietic cells generate cardiomyocytes at a low frequency through cell fusion, but not transdifferentiation. Nat Med 2004; 10:494.
  • Murry CE, Field LJ, Menasché P. Cell-based cardiac repair: reflections at the 10-year point. Circulation 2005; 112:3174.
  • Reinecke H, Poppa V, Murry CE. Skeletal muscle stem cells do not transdifferentiate into cardiomyocytes after cardiac grafting. J Mol Cell Cardiol 2002; 34:241.
  • van Berlo JH, Kanisicak O, Maillet M, et al. c-kit+ cells minimally contribute cardiomyocytes to the heart. Nature 2014; 509:337.
  • Sultana N, Zhang L, Yan J, et al. Resident c-kit(+) cells in the heart are not cardiac stem cells. Nat Commun 2015; 6:8701.
  • Murry CE. Cardiac aid to the injured but not the elderly? Nat Med 2007; 13:901.
  • Fisher SA, Doree C, Mathur A, et al. Stem cell therapy for chronic ischaemic heart disease and congestive heart failure. Cochrane Database Syst Rev 2016; 12:CD007888.
  • Rockey DC, Bell PD, Hill JA. Fibrosis — a common pathway to organ injury and failure. N Engl J Med 2015; 372: 1138-49. 2. Travers JG, Kamal FA, Robbins J, Yutzey KE, Blaxall BC. Cardiac fibrosis: the fibroblast awakens. Circ Res 2016; 118: 1021-40. 3. Aghajanian H, Kimura T, Rurik JG, et al. Targeting cardiac fibrosis with engineered T cells. Nature 2019; 573: 430-3. 4. Rosenberg SA, Restifo NP. Adoptive cell transfer as personalized immunotherapy for human cancer. Science 2015; 348: 62-8. 5. DeFilippis AP, Chapman AR, Mills
  • NL, et al. Assessment and treatment of patients with type 2 myocardial infarction and acute nonischemic myocardial injury. Circulation 2019; 140: 1661-78.
  • Hill JA. When the CAR Targets Scar. n engl j med 2019; 381;25

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

×

Adicione o Portal PEBMED à tela inicial do seu celular: Clique em Salvar na Home Salvar na Home e "adicionar à tela de início".

Esse site utiliza cookies. Para saber mais sobre como usamos cookies, consulte nossa política.