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A leptospirose é uma doença de distribuição mundial e é considerada endêmica no Brasil. O quadro clínico pode variar de formas assintomáticas ou subclínicas a formas graves e potencialmente fatais, com necessidade de cuidados intensivos.

No Brasil, a maior parte dos casos ocorre nas regiões Sul e Sudeste, sendo a área urbana e ambientes domiciliares os locais mais comuns de infecção. Em 2019, foram registrados 3.368 casos de leptospirose no país, com 280 óbitos. 

Períodos chuvosos e a ocorrência de inundações favorecem o aumento no número de casos e o desenvolvimento de surtos. Além disso, algumas profissões são consideradas de maior risco, como trabalhadores de limpeza e desentupimento de esgotos, garis, catadores de lixo, agricultores, veterinários e tratadores de animais, pescadores, militares e bombeiros.

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Alguns fatores prognósticos para casos fatais já foram reportados, como idade mais avançada, oligúria, hipercalemia, níveis elevados de creatinina, desenvolvimento de SARA, hemorragia pulmonar, aumento de bilirrubinas, hipotensão, arritmia e alteração do estado mental. Um estudo multicêntrico realizado na Malásia procurou avaliar fatores preditores para agravamento presentes nas fases precoces da doença.

Quais os principais fatores de risco para leptospirose grave?

Materiais e métodos

Trata-se de um estudo observacional prospectivo, conduzido em três hospitais universitários malaios, com dados de pacientes com casos suspeitos de leptospirose. Dos 165 casos suspeitos identificados, 92 foram confirmados laboratorialmente e, destes, 83 tinham dados completos e foram incluídos na análise.

Os casos foram classificados em doença leve ou grave, de acordo com os dados de admissão. Doença leve foi caracterizada como presença de febre, cefaleia, mialgia, congestão conjuntival, tosse leve, linfonodomegalia, rash, anorexia, náuseas ou vômitos. Já doença grave foi definida como hospitalização por icterícia, insuficiência renal aguda ou comprometimento pulmonar. 

Resultados

Dos 83 casos confirmados incluídos, 50 foram identificados como leves e 33, como graves. As principais espécies identificadas como agentes etiológicos foram Leptospira interrogans (48,19%), L. kirschneri (19,28%) e L. wolffii. Dos 83 pacientes, 11 morreram (13,25%) e 72 se recuperaram (86,75%), dos quais 22 desenvolveram doença grave.

A presença de insuficiência renal aguda, necessidade de ventilação mecânica, choque séptico, níveis de creatinina > 1,13 mg/dL, dosagem de ureia > 7 mmol/L, TGP ou TGO > 50 UI, e contagem de plaquetas < 150.000/L foram identificados como fatores de risco para o desenvolvimento de doença grave. Na análise multivariada, insuficiência renal aguda, TGP > 50 UI e plaquetopenia < 150.000/L permaneceram como fatores de risco independentes.

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Idade não foi um fator de risco detectado. Os autores destacam que o número pequeno de pessoas com mais de 60 anos incluídas no estudo pode ter influenciado esse resultado.

Mensagens práticas

A presença de insuficiência renal aguda, aumento de TGP e plaquetopenia foram identificados como fatores de risco independentes para desenvolvimento de leptospirose grave nesse estudo. A replicação dos resultados em outros estudos pode ajudar a delinear a linha de cuidado de pacientes com casos suspeitos, orientando os que necessitam de vigilância mais estrita.

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Referências bibliográficas:

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