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dreno do torax

Quais são os principais cuidados com os drenos de tórax e controle do sangramento no pós-operatório?

Tempo de leitura: 2 minutos.

Um dos principais aliados no controle do sangramento no pós-operatório são os drenos de tórax, inseridos ao final da operação, antes do fechamento hermético do mediastino. É por meio deles que possíveis sangramentos e outros derrames cavitários torácicos secundários ao ato cirúrgico podem ser eliminados, evitando-se complicações pós-operatórias como pneumotórax, hemotórax e, principalmente, o temido tamponamento cardíaco.

Principais cuidados com os drenos de tórax e o monitoramento do sangramento no PO da cirurgia cardíaca

Realizar ao menos uma radiografia de tórax no PO imediato e, se possível, uma diária em todo o período de UTI – o RX permitirá informações, além da trama vascular pulmonar, sobre o possível acúmulo de coleções em torno do pericárdio ou pleura não percebidos no intraoperatório;

Documentar padrão da drenagem, frequência e aspecto do líquido – é um dos parâmetros mais importantes, e fundamentais no diagnóstico de um possível tamponamento cardíaco. Aplicada diante do contexto clínico do paciente, é a quantidade drenada um dos principais preditores da necessidade de reabordagem. Um tamponamento deverá ser explorado caso a drenagem ultrapasse:

  • 500 mL na 1ª hora
  • 400 mL na 2ª hora
  • 300 mL na 3ª hora
  • Ou 1200 mL nas 3ªs horas do POI

Checar o funcionamento dos drenos – É importante observar a patência do dreno, se está oscilante, se há débito após mobilização, interrupção abrupta do fluxo, fixação adequada, nível correto de selo d’água;

Checar a patência dos drenos – se drena muito é problema, mas e se drena pouco? O dreno pode estar obstruído, o que aumenta grandemente a chance de tamponamento! Na suspeita de obstrução e tamponamento, ordenhe!

Curativos diários – devem ser mantidos sempre limpos e secos em torno dos drenos, evitando infecções no sítio, contaminação das pleuras e obstruções por coágulos.

Os critérios considerados para a retirada dos drenos no PO são:

• Fluxo de drenagem líquida menor de 150 ml/24 horas (2ml/kg/dia);
• De 12 a 24 horas após cessada a fuga aérea;
• Tempo máximo de 10 dias de drenagem, mesmo quando não resolvida a intercorrência pleural;
• Radiografia de tórax mostrando pulmões completamente expandidos e ausência de derrames cavitários;
• Pacientes com delirium hiperativo, com risco de saída acidental do dreno.

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Autora:

Michelle Costa Galbas

Bacharelado em Medicina pela Universidade Federal de Minas Gerais ⦁ Residente de Cirurgia Cardíaca em Curitiba/PR

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