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A deficiência de ferro é o defeito de microelementos de maior prevalência no mundo. Afetando de forma desproporcional mulheres, uma vez que essas têm maiores necessidades durante a menstruação, gravidez e lactação. Na gestação é a deficiência mais frequente também. Ainda na gravidez está associada com prognóstico materno e fetal ruins e o exame de ferritina ainda não está incorporado à rotina de pré-natal em muitos países. Sua prevalência entre gestantes norte-americanas varia de 16 a 77%.

Leia também: Whitebook: anemia por deficiência de ferro

Screening de deficiência ferro na gravidez e seu impacto na alocação de recursos

Complicações da deficiência de ferro

Os desfechos desfavoráveis incluem fadiga materna, disfunção cognitiva, depressão, baixo peso ao nascimento, parto prematuro e ainda deficiência ferro na infância e anemia , além de alterações cognitivas e desenvolvimento na criança. 

A maioria dos pré-natais recomenda screening para anemia materna, sem, no entanto, verificar sua etiologia, sendo a deficiência por ferro uma prática inconsistente dos clínicos no pré-natal. 

Saiba mais: Avaliação da deficiência de ferro durante a gestação

Assim, alguns autores do Canadá publicaram na revista Blood Advances em 30 de agosto, artigo avaliando como desfecho primário a prevalência das testagens de ferritina num período de 5 anos nas gestantes que fizeram exames em laboratórios privados no Canadá, e como secundário a prevalência e severidade da anemia ferropriva assim como as variáveis clínicas e demográficas que provavelmente influenciaram nesse screening.

Metodologia

Usando uma coorte retrospectiva populacional em mulheres gestantes de 13 a 54 anos idade na cidade de Ontário no Canadá no período de junho de 2013 a 2018, foram observados os seguintes dados:

  • 44.553 pacientes com 47.590 gestações (41.549 com gestações únicas, 2.968 com duas e 35 com três gestação no período)
  • Média de idade de 31 anos idade ( 28 – 34 anos)
  • 26.469 (59,4%) realizaram testes de ferritina entre 4 e 32 semanas da data inicial. 16.525 (62%) fizeram apenas uma dosagem e 9.944 (38%) fizeram pelo menos 2 dosagens.
  • A maioria dos testes foi solicitada por clínicos gerais (48,1%) ou por ginecologistas e obstetras (32,1%).
  • A maioria das dosagens (> 70%) foi solicitada no começo da gravidez, época em que o diagnóstico é muito raro. 
  • Somente 1 em cada 4 mulheres com anemia foram investigadas na etiologia com solicitação de ferritina. 
  • Esse foi o primeiro estudo que levantou o dado que pacientes de mais baixo nível sócio econômico foram as que mais receberam transfusões sanguíneas no pós-parto. 

Em conclusão observa-se que deficiência de ferro complica mais da metade das gestações nessa base hospitalar em Ontário. Dessas, 1 a cada 4 pacientes têm quadros avançados de deficiência de ferro. Anemia concorre com 8% das gestações nessa base populacional, sendo investigadas, em sua maioria no primeiro trimestre, quando as chances de anemia são menores. Pacientes de mais baixo nível sócio-econômico deveriam ser sistematicamente avaliadas, podendo diminuir as incidências de complicações puerperais maternas e fetais. Tudo isso pode ser regularizado a partir da elaboração de novos guidelines de rastreamento pré-natal. 

Autor(a):

Referências bibliográficas:

  • Teichman J, et al. Suboptimal iron deficiency screening in pregnancy and the impact of socioeconomic status in a high-resource setting. Blood Adv. bloodadvances.2021004352. doi: 10.1182/bloodadvances.2021004352
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