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Sífilis pode ultrapassar casos de HIV em importância para Ministério da Saúde

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Com o total de 158.051 casos de sífilis em 2019, um aumento de 28,3% em relação ao total de ocorrências registradas no ano anterior, a doença tem preocupado o Ministério da Saúde. Tanto que o ministro da pasta, Luiz Henrique Mandetta, lançou nos últimos dias a Campanha de Prevenção às Infecções Sexualmente Transmissíveis, no Rio de Janeiro.

“Atualmente, a sífilis é a nossa maior preocupação no que se refere a doenças sexualmente transmissíveis, com os nossos registros apontando para 18 casos por hora. Se continuar nessa progressão, vai ultrapassar os casos de HIV em importância. Além disso, os números de uso de preservativos vêm caindo. Daí a necessidade de campanhas como esta”, diz Luiz Henrique Mandetta.

Sífilis e HIV

Os números do Ministério da Saúde mostram há 900 mil portadores de AIDS/HIV no país. O mais recente boletim epidemiológico do órgão aponta que os jovens são os principais atingidos pelo vírus, com 52,7% do total de casos localizados na faixa etária entre 20 e 34 anos.

Já o Boletim Epidemiológico, entre 2010 e 2018, indicou que houve um impressionante aumento de 4.157% nos casos de sífilis no país durante esse período.

Leia também: Sífilis congênita: o que o médico precisa saber

Intensificação da campanha

Durante o evento, o ministro enfatizou que o uso de preservativos deve ser lembrado ano inteiro. “Antes era apenas uma campanha anual. Agora tem que ser lembrada periodicamente a cada três ou quatro meses para não deixar cair no esquecimento”.

Além de divulgação nos veículos de comunicação, serão distribuídos 570 milhões de preservativos e géis lubrificantes no país, 128,5 milhões apenas durante o carnaval.

“Queremos que os jovens se conscientizem da importância do uso do preservativo não apenas para evitar o contágio do HIV e da sífilis, mas também de todas as doenças sexualmente transmissíveis (ISTs), como herpes, gonorreia, hepatites e HPV”, afirmou o ministro durante o lançamento da campanha.

As infecções transmitidas por uma relação sexual são causadas por mais de 30 vírus e bactérias através do contato, sem o uso do preservativo, com o indivíduo que esteja infectado.

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Sífilis no mundo

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), diariamente ocorrem 1 milhão de novas infecções.
Para os especialistas, a queda no uso dos preservativos vem da escassez de campanhas de prevenção aliada a uma geração que não conviveu com o retrato da AIDS da década de 1980, subestimando a importância da prevenção.

“Seja por desinformação em relação às formas de contágio, por não considerarem a gravidade potencial das infecções ou por não terem a verdadeira percepção do risco, muitos jovens pensam que as ISTs são doenças distantes de sua realidade e terminam deixando de lado os devidos cuidados. O uso abusivo de álcool e outras drogas também é um fator que contribui para a disseminação dessas enfermidades”, analisa a infectologista Isabel Cristina Melo Mendes, residente no Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e colunista da PEBMED.

*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED

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