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Surto de sarampo: estado do Rio registra primeira morte após mais de 20 anos

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Foi confirmada a primeira morte de um bebê com sarampo no Rio de Janeiro após mais de 20 anos sem registros de óbitos pela doença no estado. Davi Gabriel, de oito meses, estava internado em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, e morreu no dia 6 de janeiro. A causa, porém, só foi confirmada recentemente. O caso foi apresentado em coletiva de imprensa, nesta sexta-feira, 14, pela Secretaria Estadual de Saúde (SES), que aconteceu um dia antes do dia D da campanha nacional de vacinação contra o sarampo.

Esta é a primeira morte confirmada de 2020 pelo sarampo no Brasil, mas outros 200 casos já foram confirmados em São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina e Pernambuco. Segundo o Ministério da Saúde, outros quatro estados (Pará, Alagoas, Minas Gerais e Rio Grande do Sul) mantém a transmissão ativa do vírus.

O estado do Rio é o segundo com maior número de pessoas afetadas pela doença este ano, por isso a SES anunciou que ações estão sendo realizadas para evitar a propagação do vírus, como um caminhão de vacinação que vai rodar algumas cidades como Nova Iguaçu, Duque de Caxias, São Gonçalo, Saquarema, Rio de Janeiro, entre outras.

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Sarampo

Até 2016, o Brasil possuía o certificado de eliminação da circulação do vírus do sarampo da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), mas desde os primeiros casos registrados em 2018, o surto cresceu e se espalhou por outras regiões do país. Em agosto do ano passado, São Paulo registrou a primeira morte após 22 anos sem registros de óbitos.

Em 2019, segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde, foram registrados mais de 18 mil casos da doença em 536 municípios, com 15 mortes no estado de São Paulo, onde ficaram concentrados mais de 16 mil dos pacientes, e uma em Pernambuco.

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Campanhas de vacinação 2020

A campanha de vacinação contra o sarampo teve início esta semana, dia 10, e acontece até o dia 13 de março, voltada para crianças e jovens de cinco a 19 anos. De junho a agosto, a vacinação terá como foco pessoas entre 20 e 29 anos de idade, e em agosto, de 30 a 59 anos. É essencial que o profissional de saúde oriente aos pacientes sobre a importância da vacina tríplice viral.

Em 2019, uma campanha similar foi realizada, com o objetivo de chegar a pelo menos 95% de cobertura vacinal em todos os estados do Brasil, mas alguns deles ainda não atingiram a meta. São eles: Acre (91,4%), Amapá (94,9%), Bahia (88,9%), Distrito Federal (93,7%), Maranhão (90%), Pará (77,6%), Piauí (91,9%), Roraima (87,9%) e São Paulo (93,9%).

Vale lembrar que, independente da campanha, os postos de saúde do Sistema Único de Saúde (SUS) continuam a realizar a imunização de acordo com o calendário vacinal:

  • Crianças de seis a 11 meses (dose extra, chamada de dose zero, instituída depois do início do surto);
  • Crianças que completaram um ano (primeira dose);
  • Crianças com um ano e três meses (segunda e última dose).

Aqueles pacientes que não foram imunizados corretamente também devem se dirigir ao um posto se preencherem algum dos seguintes critérios:

  • Crianças e jovens de um até 29 anos que só tomaram uma dose da vacina (necessário completar o esquema vacinal);
  • Pessoas até 49 anos que nunca tomaram a vacina;
  • Pessoas até 49 anos que não sabem se estão imunizadas e que perderam o cartão de vacinação;
  • Gestantes, por outro lado, possuem contraindicação para a vacina.

Referências bibliográficas:

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