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Tecnologia inovadora de monitorização reduz taxas de infecção em CTI

Tempo de leitura: 3 minutos.

A Santa Casa de São Carlos apostou em tecnologia para combater as infecções hospitalares no ano de 2017. A equipe do CTI, junto com o Serviço de Controle de Infecção Hospitalar, implantou em 10 leitos um sistema de controle de atendimento ao paciente desenvolvido pela i-Healthsys Produtos Médicos Ltda. O projeto foi apoiado Programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE), da FAPESP, e já apresentou resultados positivos.

O SISTEMA DE MONITORIZAÇÃO

O sistema monitora procedimentos de assistência e de higienização das mãos, auxiliando a equipe médica e de enfermagem na implementação de boas práticas assistenciais. Foi idealizado pela i-Healthsys e teve como base uma tecnologia disponível desde 2013, desenvolvida em parceria com um hospital privado de referência na cidade de São Paulo. Os sensores ficam instalados nos crachás da equipe médica, nos leitos dos pacientes e nos dispensadores de álcool em gel. Quando o profissional da equipe se aproxima para atender o paciente, acende-se uma luz vermelha na cabeceira do leito, para lembrá-lo de higienizar as mãos. Ao utilizar o álcool em gel, a luz fica verde automaticamente.

O sistema foi expandido para vigilância e controle de outros procedimentos como, por exemplo, a troca de dispositivos invasivos como sonda e cateteres, além da higienização oral do paciente. Para monitorar o tempo de uso de sondas e cateteres em um paciente é instalada uma tag (dispositivo de identificação) na própria embalagem desses dispositivos. Pode-se usar, também, um leitor óptico com código de barras, em que é possível registrar o dia e o horário em que o dispositivo foi inserido.

Outros pontos interessantes do sistema são o fato de registrar informações como o número de vezes em que o paciente é movimentado na cama, quais medicamentos foram ministrados e até o tempo dedicado pelo profissional no cuidado com o paciente.

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RESULTADOS

Em cinco meses, a pneumonia associada à ventilação mecânica (PAV), uma das infecções que mais afetam pacientes em UTI no Brasil, caiu de 46 casos por 1.000 pacientes em ventilação-dia para 8,8 casos por 1.000 pacientes, uma redução de mais de 80%. E, nesse mesmo período, não houve nenhum caso de infecção do trato urinário porque o uso de sonda e o consumo de álcool em gel aumentou mais de 400%. Além disso, foi observada redução do tempo de permanência na UTI, a disponibilidade de leitos aumentou aproximadamente de 40% comparado com o mesmo período de 2016.

Certamente, este sistema de monitorização inovador tem muito a contribuir com o aperfeiçoamento das práticas nos cuidados em saúde. Os resultados da implantação da tecnologia são excepcionais, mas acabam concluindo o que todos já deveriam saber: atitudes simples, como lavar as mãos, impactam diretamente nos desfechos dos pacientes. Então, enquanto essas tecnologias não chegam em nossos ambientes de trabalho, vamos nos policiar?

“Por mais que a técnica e a ciência tenha avançado, não se descobriu nada que seja tão efetivo quanto a higiene das mãos para a prevenção” – Fernando Bellissimo Rodrigues, do Dep. de Medicina Social da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP

Leia também: ‘Jaleco de manga curta transmite menos patógenos que o de manga longa?’

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2 Comentários

  1. Ótimo. Bem atualizado gostaria de continuar recebendo

    • Dayanna Quintanilha

      Olá Sirley, agradecemos o comentário! Sempre temos postagens atualizadas em nosso portal 🙂

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