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médico segurando barriga de mulher grávida de gestação gemelar

Transferir mais de um embrião aumenta a chance de gravidez? 

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Gestações gemelares são consideradas de alto risco, em virtude da chance de complicações quando comparadas com gestações únicas. Um estudo publicado no Congresso da Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva (ASRM) em 2019, evidenciou que a transferência de embriões únicos levaram a menor incidência de gemelar sem declínio na taxa de nascidos vivos.

As diretrizes foram revisadas pela ASRM e pela Sociedade de Tecnologia de Reprodução Assistida (SART) em 2017, sendo recomendado que só há indicação de transferir dois embriões em mulheres com menos de 38 anos (com bom prognóstico) após a falha de vários ciclos de transferência de embriões únicos.

O estudo com desenho retrospectivo realizado pelo Centro Médico Militar Nacional Walter Reed em Bethesda, adotou as diretrizes e comparou os resultados de mulheres com menos de 38 anos submetidas a terapia de reprodução assistida 2 anos antes da implementação as diretrizes e dois anos após.

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As característica da população do estudo eram mulheres com menos de 38 anos que estavam realizando o segundo ciclo de transferência homóloga de embriões sem análise genética, durante o período houve 367 nascidos vivos. Os dado evidenciaram uma redução significativamente estatística (p 0,001, p < 0,001 e p < 0,001 – respectivamente) no número de embriões transferidos assim como na taxa de gestações gemelares e taxa de gêmeos nascidos vivos, não havendo interferência significativa na taxa de nascidos vivos mesmo após o ajuste da qualidade embrionária, visto que a porcentagem de transferência de embriões com boa qualidade aumentou de 61% para 67%.

Desse modo, de acordo com o ex-presidente da ASRM, Christos Coutifaris, da Penn Medicine, na Filadélfia pacientes com essa faixa etária inicialmente está indicada a transferência de embrião único apesar de algumas pacientes apresentarem o desejo de gestação gemelar.

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Todavia, é importante ressaltar que a transferência de embrião único hoje é realizada no estagio de blastocisto que segundo Zev Rosenwaks, diretor do Centro Ronald O. Perelman e Claudia Cohen de Medicina Reprodutiva no Weill Cornell Medicine, em Nova York é “quando o embrião já se declarou de melhor qualidade por alcança esse estágio de evolução”, desse modo é fundamental ressaltar a importância da individualização no tratamento.

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Referência bibliográfica:

  • New Single-Embryo Transfer Practice Successful – Medscape – Nov 27, 2019.

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