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Tratamento de reprodução assistida após o nascimento do primeiro filho pode ser mais eficaz?

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O diagnóstico de infertilidade encontra-se mundialmente em ascensão. Consequentemente, é cada vez maior o número de mulheres que recorrem as terapias de reprodução assistida (ART) para alcançar o sonho da maternidade.

A Human Reproduction em maio de 2020, publicou um artigo com dados australianos que evidenciaram que a chance de alcançar esse sonho é maior em mulheres que já possuíam um filho, especialmente em casos onde o embrião a ser transferido estivesse previamente congelado. Além de estarem realizando o tratamento pela segunda vez.

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Reprodução assistida

Os pesquisadores seguiram por dois a sete anos 35.290 mulheres que haviam tido o seu primeiro filho entre 2009 e 2013. Dessas, 15.325 foram submetidas a um novo tratamento de ART em busca de um segundo bebê. Dentre as pacientes que possuíam embrião congelado a taxa de nascidos vivos variou de 60,9 a 88,1%. Já para as mulheres submetidas a novo estimulo ovariano essa taxa variou de 50,5 a 69,8%. Ambas variáveis com resultados analisados após seis ciclos completos de tratamento.

Um outro dado evidenciado, foi uma menor taxa de nascidos vivos em mulheres com mais de 34 anos que retornaram para um novo tratamento após três anos ou mais do nascimento do primeiro filho. Assim como nas mulheres submetidas a um maior número de ciclos de tratamento e as que realizaram pela primeira vez a transferência de dois embriões.

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Características das mulheres estudadas

A idade média das mulheres que retornaram a ART em busca de um outro filho foi de 36 anos. Cerca de 73% das mulheres já possuíam embrião excedente do ciclo anterior congelado. As transferências de embriões únicos representaram 74% dos ciclos à fresco e 92% dos ciclos de congelado. Quando comparadas as chances ajustadas de um segundo filho nascido vivo por ART das mulheres de 30 anos com as de 35 e 39 anos, foram 0,78 com embrião congelado e 0,50 com embrião transferido à fresco.

Esse dado evidencia que o embrião congelado indica um melhor prognóstico, uma vez que sugere que durante a estimulação houve um maior número de óvulos. O que, por sua vez, sugere que a paciente é mais jovem, bem como possuidora de maior potencial de implantação. Segundo Chambers, um dos autores, o estudo se concentra nas taxas cumulativas de nascidos vivos após a transferência de todos os embriões obtidos em um único ciclo estimulado.

Mais da autora: Sequenciamento genético pode evitar aborto de repetição?

Pensamento final

Todavia, uma limitação do estudo é o fato de terem sido usados estimativas populacionais que não capazes de explicar completamente os fatores que podem impactar no sucesso individual de cada paciente, como: tempo de infertilidade, índice de massa corporal e reserva ovariana.

Contudo, o estudo reforça que em segundas tentativas de nascidos vivos, há uma taxa de chance superior a 50% para a maioria das mulheres que tentam mais de um ciclo. Porém faz-se necessário advertir que quanto maior o intervalo de tempo entre as tentativas, menores as chances de sucesso.

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Referências bibliográficas:

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