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Tratamento para artrite reumatoide é ampliado no SUS

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O Ministério da Saúde atualizou o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) da artrite reumatoide após a incorporação do medicamento baricitinibe, em março deste ano, no Sistema Único de Saúde (SUS).

O documento orienta a administração dos demais tratamentos medicamentosos e não medicamentosos disponíveis, além de critérios para diagnóstico e classificação da doença.

O Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas destaca ainda a importância do diagnóstico e tratamento precoces para evitar o agravamento da enfermidade.

O baricitinibe foi incluído na segunda etapa do tratamento em pacientes com artrite reumatoide ativa, moderada a grave, com resposta insuficiente ou intolerância a um ou mais remédios, já disponibilizados no SUS.

Leia também: Uso racional de medicações para tratamento de doenças reumatológicas durante a Covid-19

Artrite reumatoide

A artrite reumatoide (AR) é uma doença inflamatória crônica de etiologia desconhecida, que causa destruição articular irreversível pela proliferação de macrófagos e fibroblastos na membrana sinovial após estímulo, possivelmente, autoimune ou infeccioso.

Além das manifestações articulares, a AR pode causar alterações de múltiplos órgãos e reduzir a expectativa de vida do paciente, devido ao aparecimento de doenças cardiovasculares, infecções e neoplasias.

Essa enfermidade gera aos pacientes uma piora da qualidade de vida, incapacidade funcional e perda de produtividade.

É mais frequente em mulheres na faixa etária de 30 a 50 anos, com pico de incidência na quinta década de vida. Contudo, o histórico familiar de AR aumenta o risco de desenvolvimento da enfermidade de três a cinco vezes.

Estudos genéticos demonstraram a importância do HLA-DRB 1, HLA-B e HLA-DPB1, JAK-STAT, NF-kB e sinalizadores de receptores de células T na regulação imunológica.

Avanços no tratamento

Nas duas últimas décadas, avanços significativos em estudos moleculares e celulares têm elucidado o processo inflamatório da AR, como a identificação de citocinas que direcionam a inflamação sinovial crônica.

Consequentemente, inúmeras terapias biológicas direcionadas para alvos específicos têm adicionado mais opções terapêuticas para os doentes que se tornam refratários a tratamentos anteriores.

Além disso, avanços no diagnóstico e no monitoramento da atividade da doença favoreceram a identificação precoce e o tratamento oportuno nas suas fases iniciais, reduzindo a destruição articular e melhorando os resultados terapêuticos.

Veja mais: Como o treat-to-target na artrite reumatoide funciona em cenários de vida real?

Na prática médica, o tratamento visando, principalmente, à remissão ou baixa atividade da doença em pacientes com AR de início recente (menos de seis meses de sintomas) tem melhorado significativamente esses resultados.

O diagnóstico precoce e o tratamento oportuno, nas fases iniciais, reduzem a destruição articular e melhoram o prognóstico desses pacientes.

Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas

Publicado pela primeira vez em 2019, o PCDT para artrite reumatoide orienta o tratamento, diagnóstico e monitoramento dos pacientes, visando à remissão da atividade da doença.

O documento sugere que o diagnóstico seja realizado por exames clínicos, considerando sinais e sintomas do paciente, assim como exames laboratoriais.

Como não existe um exame isolado que confirme a enfermidade, profissionais de saúde devem considerar os sinais descritos no protocolo, como rigidez matinal, nódulos reumatoides, artrites nas mãos, em três ou mais áreas articulares, entre outros.

O documento aponta que pacientes devem ser acompanhados por equipe multidisciplinar e orientados sobre a importância de mudanças no estilo de vida.

O tratamento medicamentoso envolve o uso de anti-inflamatórios, corticoides, imunossupressores, entre outros, que tem por objetivo melhorar os sintomas e controlar a evolução da doença.

Os Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) são baseados em evidência científica e consideram critérios de eficácia, segurança, efetividade e custo-efetividade das tecnologias recomendadas.

*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED

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