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Uso de medicamentos para tratamento da hepatite C em pacientes com comprometimento renal grave é ampliado

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O uso dos medicamentos Harvoni® (ledipasvir 90 mg/ sofosbuvir 400 mg) e Epclusa® (sofosbuvir 400 mg/velpatasvir 100 mg) foi ampliado para o tratamento de pacientes com comprometimento renal grave, incluindo a doença renal em estágio final (DREF) pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)

Esses dois remédios já eram disponibilizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para o tratamento da hepatite C, mas ainda não possuíam recomendação de uso em indivíduos com insuficiência renal em estágios 4 e 5 porque os estudos nesse grupo de pacientes ainda estavam em andamento.

“A partir de agora, as pessoas com as formas mais graves de insuficiência renal poderão ter acesso às terapias mencionadas, as quais proporcionam chances de cura de mais de 95% e um perfil de segurança adequado para o uso seguro das drogas nessa população de pacientes”, destaca o gastroenterologista Eric Bassetti, diretor médico associado da Gilead Sciences no Brasil.

O médico explica ainda que os pacientes com doença renal apresentam mais risco de contrair o vírus C, comparados à população em geral, uma vez que a transmissão ocorre principalmente pelo contato com sangue contaminado. E com o tratamento é possível eliminar a hepatite C no ambiente da hemodiálise.

Leia também: Cientistas que descobriram o vírus da hepatite C ganham Nobel de Medicina 2020

Uso de medicamentos para tratamento da hepatite C em pacientes com comprometimento renal grave é ampliado.

Hepatite C pode virar doença sistêmica

O vírus da hepatite C (HCV) tem significativa variabilidade genética e, por isso, é classificado em, pelo menos, seis genótipos. Globalmente, o genótipo 1 do HCV é o mais prevalente, respondendo por 44% de todas as infecções, seguido pelo genótipo 3 (25% de todas as infecções) e pelo genótipo 4 (15% de todas as infecções).

Esses seis genótipos acometem preferencialmente o fígado, provocando uma inflamação que leva à formação da fibrose hepática e que, com o decorrer do tempo e sem um tratamento, pode levar à cirrose e ao câncer de fígado. Além do fígado, outros órgãos também podem ser acometidos, incluindo os rins.

Brasil registrou queda no número de casos, mas ainda não atingiu a meta

O Brasil registrou queda no número de casos de hepatites em 2019, segundo dados do Ministério da Saúde divulgados no final de julho. Mesmo assim, o país ainda precisa atingir a meta de reduzir em até 90% os casos da doença e em 65% os óbitos associados até 2030 para cumprir o compromisso firmado no Plano Estratégico Global das Hepatites Virais.

O levantamento do Ministério da Saúde revela que houve uma redução de casos de 2018 para 2019, de 27.773 para 22.747 em relação aos casos de hepatite C. As taxas de óbitos também recuaram, de 1.720 em 2017 para 1.574 em 2018.

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A hepatite C é a maior causa de cirrose, câncer e transplantes de fígado no mundo. Contudo, é o único tipo que é completamente curável através de tratamentos medicamentosos.

O grande desafio desta doença é que grande parte das pessoas ignora que a possui e poucas sabem como aconteceu a transmissão ou que existe tratamento.

*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED

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