Leia mais:
Leia mais:
Hipertensão em adolescentes com doença renal crônica: usar definição de adultos ou de crianças?
Pandemia causa redução no uso de anticoncepcionais
Covid-19: Moderna anuncia resultados eficazes da vacina em adolescentes de 12 a 17 anos
Cirurgia bariátrica em adolescentes pode ser benéfica?
Expulsão de DIU em adolescentes: há risco?

Uso de preservativos e anticoncepcionais entre estudantes de ensino médio nos Estados Unidos

Sua avaliação é fundamental para que a gente continue melhorando o Portal Pebmed

Quer acessar esse e outros conteúdos na íntegra?

Cadastrar Grátis

Faça seu login ou cadastre-se gratuitamente para ter acesso ilimitado a todos os artigos, casos clínicos e ferramentas do Portal PEBMED

O Portal PEBMED é destinado para médicos e profissionais de saúde. Nossos conteúdos informam panoramas recentes da medicina.

Caso tenha interesse em divulgar seu currículo na internet, se conectar com pacientes e aumentar seus diferenciais, crie um perfil gratuito no AgendarConsulta, o site parceiro da PEBMED.

De acordo com o questionário Youth Risk Behavior Survey (YRBS) realizado nos Estados Unidos, o uso de preservativos entre estudantes sexualmente ativos do ensino médio aumentou ligeiramente em 2019, entretanto, houve uma tendência de declínio desde 2003. Os dados foram divulgados no Morbidity and Mortality Weekly Report (MMWR) do Centers for Disease Control and Prevention (CDC).

Leia também: Qual melhor método anticoncepcional para a adolescente?

Pesquisa revela índice de uso de preservativos e anticoncepcionais entre estudantes

Tome as melhores decisões clinicas, atualize-se. Cadastre-se e acesse gratuitamente conteúdo de medicina escrito e revisado por especialistas

Método do questionário sobre uso de preservativos

A prevenção da gravidez indesejada e de doenças sexualmente transmissíveis (DST), incluindo a infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV) entre adolescentes, é uma prioridade de saúde pública. Os comportamentos avaliados no YRBS incluíram qualquer uso de preservativo, uso de método anticoncepcional primário e uso de preservativo associado a um método anticoncepcional mais eficaz, todos relatados na última relação sexual. As análises foram limitadas a estudantes sexualmente ativos, isto é, aqueles que tiveram relações sexuais com uma ou mais pessoas durante os 3 meses anteriores à pesquisa. Os estudantes que relataram apenas contato sexual com um parceiro do mesmo sexo foram excluídos das análises, exceto para qualquer uso de preservativo.

As estimativas de prevalência ponderada foram calculadas e as diferenças bivariadas na prevalência foram avaliadas por:

  • Características demográficas: sexo, raça/etnia e série;
  • Outros comportamentos sexuais de risco: idade de iniciação sexual, número de parceiros sexuais na vida e nos 3 meses anteriores e uso de substâncias antes da última relação sexual.

Os resultados descritos entre os estudantes foram:

  • 27,4% dos alunos do ensino médio relataram ser sexualmente ativos (n = 3.226);
  • Dentre os alunos que relataram ser sexualmente ativos, cerca de metade eram mulheres (52,2%) e brancas (52,3%); aproximadamente 1/3 estava no 12º ano (36,9%);
  • Em relação aos comportamentos sexuais de risco entre os estudantes sexualmente ativos, 7,0% tiveram relação sexual pela primeira vez antes dos 13 anos (3,0% de todos os entrevistados YRBS relataram ter tido relações sexuais pela primeira vez antes dos 13 anos); 26,9% tiveram relações sexuais com ≥ 4 pessoas durante a vida (8,6% de todos os entrevistados YRBS relataram ter tido relações sexuais com ≥ 4 pessoas durante a vida); 20,5% tiveram relações sexuais com ≥ 2 pessoas durante os 3 meses anteriores; e 21,2% consumiram álcool ou drogas antes da última relação sexual;
  • Entre os alunos sexualmente ativos que relataram ter tido contato sexual com alguém do sexo oposto (n = 2.698), a maioria dos alunos (89,7%) havia usado preservativo ou método anticoncepcional primário na última relação sexual;
  • A prevalência de qualquer uso de preservativo na última relação sexual foi de 54,3%, e os preservativos foram o método contraceptivo primário mais prevalente: 43,9% contra 23,3% para pílulas anticoncepcionais; 4,8% para dispositivo intrauterino (DIU) ou implante; e 3,3% para injeção, patch ou anel;
  • Aproximadamente 9% usaram preservativos associados ao uso de DIU, implante, injeção, adesivo, anel ou pílulas anticoncepcionais;
  • O uso de nenhum método de prevenção de gravidez foi mais comum entre estudantes negros não hispânicos (23,2%) e hispânicos (12,8%) em comparação com estudantes brancos não hispânicos (6,8%).

Saiba mais: Segundo Ministério da Saúde, quase metade dos jovens brasileiros não usa camisinha

Algumas limitações do YRBS foram descritas: (1) o relato de estudantes do sexo masculino sobre o uso de anticoncepcionais de suas parceiras pode não ser preciso; (2) distinguir a finalidade pretendida do uso do preservativo em relação à gravidez e à prevenção de DST/HIV não é viável; (3) o uso de preservativo com um método anticoncepcional mais eficaz pode ser subestimado porque os entrevistados só puderam selecionar um método de prevenção da gravidez na última relação sexual; (4) as estimativas de contracepção altamente e moderadamente eficaz poderiam ser subestimadas se os entrevistados considerassem uma opção menos eficaz, como preservativos ou coito interrompido ou algum outro método, como seu método anticoncepcional primário usado na última relação sexual; (5) como o sexo do último parceiro sexual não foi avaliado, a amostra analítica pode incluir alunos com parceiros do mesmo sexo na última relação sexual para os quais a prevenção da gravidez não é necessária.

Conclusão sobre o uso de preservativos por estudantes

Segundo os pesquisadores, a vigilância nacional contínua permanecerá sendo importante para compreender os efeitos da saúde pública e das abordagens clínicas na população para prevenir a gravidez indesejada e DST/HIV entre os jovens. Questões não resolvidas como, por exemplo, o papel dos homens jovens no uso de preservativos e anticoncepcionais, barreiras e facilitadores para a integração da gravidez e prevenção de DST/HIV e estratégias eficazes para lidar com disparidades, incluindo diferenças raciais/étnicas, devem ser abordadas. Dessa forma, esses dados, em conjunto, podem ser usados para melhorar o uso de preservativos e anticoncepcionais para todos os adolescentes sexualmente ativos.

Autor(a):

Referências bibliográficas:

Cadastre-se ou faça login para acessar esse e outros conteúdos na íntegra
Cadastrar Fazer login
Veja mais beneficios de ser usuário do Portal PEBMED: Veja mais beneficios de ser usuário
do Portal PEBMED:
7 dias grátis com o Whitebook Aplicativo feito para você, médico, desenhado para trazer segurança e objetividade à sua decisão clínica.
Acesso gratuito ao Nursebook Acesse informações fundamentais para o seu dia a dia como anamnese, semiologia.
Acesso gratuito Fórum Espaço destinado à troca de experiências e comentários construtivos a respeito de temas relacionados à Medicina e à Saúde.
Acesso ilimitado Tenha acesso a noticias, estudos, atualizacoes e mais conteúdos escritos e revisados por especialistas
Teste seus conhecimentos Responda nossos quizes e estude de forma simples e divertida
Conteúdos personalizados Receba por email estudos, atualizações, novas condutas e outros conteúdos segmentados por especialidades

O Portal PEBMED é destinado para médicos e profissionais de saúde. Nossos conteúdos informam panoramas recentes da medicina.

Caso tenha interesse em divulgar seu currículo na internet, se conectar com pacientes e aumentar seus diferenciais, crie um perfil gratuito no AgendarConsulta, o site parceiro da PEBMED.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

Entrar | Cadastrar