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Veja novidades na prática clínica em mastologia e câncer de mama

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Um dos grandes eventos em oncologia, o San Antonio Breast Cancer Simposium (SABCS), ocorreu no fim do ano passado e dentre muitas palestras e discussões, destacamos a seguir as novidades mais importantes e que vão impactar a conduta médica:

1. O estudo fase 3 KATHERINE demonstrou que o uso de ado-trastuzumabe emtansine (T-DM1) (Trastuzumabe entansina) no grupo de paciente com HER-2 +, câncer de mama em estágio inicial que receberam quimioterapia e trastuzumabe antes da cirurgia e apresentam doença residual após a excisão, há redução de risco de recorrência de câncer de mama ou morte em 50%, se comparado ao uso de trastuzumabe sozinho.

2. Uso de OXIBUTININA para tratar ondas de calor. A oxibutinina, é um anticolinérgico usado para tratamento da incontinência urinária devido à bexiga hiperativa e mostrou-se muito eficaz no tratamento das ondas de calor ou fogachos em sobreviventes de câncer de mama. Houve uma redução significativa na frequência e gravidade dos fogachos como melhoria no trabalho, atividades sociais, lazer, sono e qualidade de vida em geral.

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3. Baixa dose de Tamoxifeno para CDIS. Uma dose de 5 mg/dia em vez de 20 mg/dia por um período de tratamento menor (três anos em vez de cinco anos) para pacientes com CDIS (carcinoma ductal in situ), CLIS (carcinoma lobular in situ) ou hiperplasia ductal atípica (HDA) reduziu pela metade a recorrência de novos eventos de câncer de mama em comparação com placebo em um grande estudo italiano. Ensaio clínico de fase 3 com 500 doentes, 5,5% dos enfermos. No braço de tamoxifeno de baixa dosagem tiveram recorrência da doença ou nova doença, incluindo doença invasiva, em comparação com 11,3% no braço placebo. Como o tamoxifeno vem em comprimidos de 10 mg, oferecer 10 mg a cada dois dias é aplicável na prática clínica.

4. Exercício físico preserva função cardiovascular em pacientes com câncer de mama. Um programa de exercício estruturado de um ano, iniciado 3 semanas após a cirurgia para o câncer de mama precoce, atenuou significativamente os declínios esperados na função cardiovascular, à medida que os pacientes continuavam com o tratamento, segundo o estudo randomizado norueguês e controlado por placebo. O programa foi realizado ao ar livre e incluiu aeróbica e alongamento, permitiu a recuperação quase total da função cardiovascular em 12 meses.

5. Radiação parcial da mama para o câncer de mama inicial. A irradiação parcial acelerada da mama (PBI), embora não seja 100% equivalente à irradiação total da mama (WBI) para o controle da doença em pacientes com câncer de mama em estágio inicial, oferece resultados tão semelhantes, podendo ser considerada uma opção de tratamento. Foi o que constatou um acompanhamento a longo prazo deste estudo. o PBI limita a irradiação apenas à região da cavidade da lumpectomia, então o período de tratamento é reduzido para cinco dias ou menos.

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