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O bem-estar sexual contribui para a qualidade de vida das mulheres. Foi publicado na revista Menopausa um estudo realizado no Reino Unido cujo objetivo era examinar a atividade sexual, funcionamento e satisfação em uma grande amostra de mulheres na pós-menopausa do UK Collaborative Trial of Ovarian Cancer Screening (UKCTOCS). 

Metodologia

Neste estudo, 24.305 mulheres completaram o Fallowfield Sexual Activity Questionnaire. A mediana de idade foi de 64 anos (intervalo de 50 a 75 anos); 65% tinham um parceiro; e 22,5% eram sexualmente ativas, definido como tendo relações sexuais no mês anterior. 

Resultados

A falta de um parceiro (44,8%), principalmente a viuvez (29,2%), foi a principal razão para a ausência de atividade sexual. Depois disso, foi seguido por falta de interesse em sexo (30%), problema físico no parceiro (23%), falta de interesse do parceiro em sexo (21%), problema físico na mulher (11,2%), cansaço na mulher (9%), cansaço no parceiro (7,6%) e outros (26,1%). 

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Outros fatores que afetaram a atividade sexual foram as condições de saúde do parceiro (26,8%) ou disfunção sexual (13,5%); alterações na sua própria saúde física (17,7%) ou sintomas relacionados à menopausa (12,5%), particularmente secura vaginal e dispareunia. também medicação para condições de saúde física ou mental, como pressão arterial, hipercolesterolemia, dor e depressão (7,1%). A maior parte deste último grupo interromperam a atividade sexual. Os fatores menos citados foram baixa libido em si (16%) ou do parceiro (7%), problemas de relacionamento (10,5%) ou logística (6%) e percepção de envelhecimento (9%). 

No geral, apenas 6% das mulheres procuraram ajuda médica por queixas sexuais. Apenas 3% relataram experiências sexuais positivas.

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Conclusão

De acordo com estes resultados, os pesquisadores concluíram que ter um parceiro íntimo e boa saúde física são fatores-chave para a continuidade da atividade sexual e satisfação entre as mulheres na pós-menopausa. Os pesquisadores recomendam para que os profissionais de saúde tenham instrução sexual adicional para melhor conscientizar os pacientes sobre a sexualidade na idade adulta e as dificuldades sexuais. 

Os médicos devem  perguntar sobre a qualidade da função sexual, sob uma perspectiva equilibrada e individualizada, com comunicação aberta sobre desejos, necessidades e problemas sexuais, para encorajar as mulheres a discutirem a função sexual. E, rotineiramente, devem usar questionários validados sobre a excitação, a libido e a menopausa, especialmente agora que os tratamentos médicos estão disponíveis. Os resultados indicam que a atividade sexual em mulheres mais velhas é multifatorial e que os problemas sexuais são frequentemente subnotificados, sub-reconhecidos e subtratados. 

Autor: 

Referências:

  • Harder H, Starkings RML, Fallowfield LJ, Menon U, Jacobs IJ, Jenkins VA. Sexual functioning in 4,418 postmenopausal women participating in UKCTOCS: a qualitative free-text analysis. 2019;26(10):1–10.
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