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mosquito aedes aegypti em mão de pessoa com degue

Casos prováveis de dengue ultrapassam 90 mil, com 14 mortes confirmadas

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Em meio à pandemia do novo coronavírus, o mosquito Aedes aegypti volta a assustar o Brasil e a fazer novas vítimas. Os últimos números divulgados pelo Ministério da Saúde alertam para a volta do crescimento dos casos de dengue, chikungunya e zika no país, totalizando quase cem mil infectados.

Dengue em números

O último boletim mostra que há 94.149 casos prováveis de dengue no país. A região Centro-Oeste lidera o ranking nacional, com 105,75 casos/100 mil habitantes, seguida pela região Sul, com 85,36 casos/100 mil habitantes.

O Sudeste tem 46,56 casos/100 mil habitantes, o Norte possui 28,68 casos/100 mil habitantes e o Nordeste segue com 8,58 casos/100 mil habitantes.

Os estados com maior ocorrência são: Acre, Mato Grosso do Sul e Paraná, com incidência acima de 200 casos por 100 mil habitantes.

Além disso, já foram confirmados 59 casos de dengue grave (DG) e 623 casos de dengue com sinais de alarme (DSA). Por enquanto, 149 casos de DG e DSA permanecem em investigação.

Leia também: Como prevenir a dengue e combater a doença?

Até o momento, foram confirmados 14 mortes por dengue, sendo 12 por critério laboratorial (um no Acre, um em Minas Gerais, dois em São Paulo, dois no Paraná, dois no Distrito Federal e quatro no Mato Grosso do Sul) e dois por clínico-epidemiológico (um no Acre e um no Paraná). Permanecem em investigação 62 óbitos. A faixa etária acima de 60 anos concentra metade das mortes confirmados (sete) por dengue.

“No mundo inteiro, neste momento, são mais de 200 mil notificações de Covid-19, com 8 mil óbitos. Ainda estamos na curva ascendente de casos de Covid-19 em nosso país, mas já reportamos para o primeiro óbito. A grande questão não é parear importância de doenças, mas como os esforços serão alocados. Ambas as doenças têm potencial de controle de surgimento de novos casos e, no caso das arboviroses, há conhecimento bem disseminado sobre como fazê-lo, pois já convivemos com elas há décadas. O que realmente preocupa é, se deixarmos essas de lado, não focarmos na sua prevenção, podemos ocupar leitos e esforços hospitalares que serão necessários no tratamento de casos graves de Covid-19”, pontua o médico hematologista e patologista clínico, Rafael Jácomo, doutor em ciências pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP-USP) e diretor técnico do Grupo Sabin.

Chikungunya

Foram notificados 3.439 casos prováveis de chikungunya, com taxa de incidência de 1,64 casos por 100 mil habitantes no país.

As regiões Sudeste e Nordeste apresentam as maiores taxas de incidência, 2,41 casos/100 mil habitantes e 1,48 casos/100 mil habitantes, respectivamente.

O Espírito Santo concentra 32% dos casos prováveis de chikungunya do país e o Rio de Janeiro 20,5% dos casos. Já foi confirmado um óbito por critério laboratorial, na faixa etária menor de um ano, no estado do Rio de Janeiro.

Zika

Foram notificados 242 casos prováveis de zika no país.

A região Centro-Oeste apresentou a maior taxa de incidência, com 0,22 casos/100 mil habitantes.

Em seguida, estão as regiões Norte, com taxa de incidência 0,20 casos/100 mil habitantes, o Nordeste com 0,16 casos/100 mil habitantes, o Sudeste com 0,07 casos/100 mil habitantes e o Sul, com apenas 0,04 casos/100 mil habitantes.

Causas

Uma das causas para o crescimento desses números foi a chegada do verão, período mais propício à proliferação do mosquito por causa das chuvas.

“Habitualmente, a maior incidência dessas doenças está associada ao período chuvoso e clima quente. Entretanto, temos que lembrar que os doentes por dengue são focos importantes para propagação da enfermidade por meio do vetor. O que pode acontecer é, se deixarmos de lado as medidas de prevenção, teremos um período mais duradouro da epidemia de dengue”, alerta Rafael Jácomo.

Leia mais: Você já ouvir falar em Neurodengue?

Exame com testagem única para os três vírus

Rafael Jácomo, que esteve à frente da equipe que desenvolveu o exame capaz de identificar em uma única testagem a presença dos três vírus, explica como funciona o exame.

“Esse exame detecta traços do material genético dos micro-organismos no sangue e serve para a fase aguda da doença, quando o paciente apresenta os primeiros sintomas. Diante deste cenário, podemos falar sobre a importância de detectar o problema ainda em fase aguda, destacando que assim é possível assegurar tratamento mais eficaz”.

O especialista complementa que o mais importante é enfrentar a disseminação da Covid-19, mas lembrando que todos os esforços estarão sendo divididos com as demais doenças que já tínhamos que lidar.

“Neste sentido, é essencial que consigamos agir para evitar demandas de epidemias concorrentes, mitigando a transmissão das arboviroses, por exemplo”, conclui o hematologista e patologista clínico.

*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED

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