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médico segurando estetoscópio para fazer as recomendações do choosing wisely no coronavírus

Choosing Wisely: o que não deve ser feito durante a pandemia do coronavírus?

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Diante da pandemia de coronavírus, a Choosing Wisely Brasil liberou uma lista com recomendações do os profissionais de saúde devem fazer e não fazer neste momento. A campanha internacional Choosing Wisely, iniciativa da American Board of Internal Medicine, costuma questionar práticas que são comumente adotadas na saúde, com o objetivo de reduzir o risco para o paciente por exames e tratamentos desnecessários.

Choosing Wisely no coronavírus

1. Serviços presenciais que não sejam essenciais devem ser adiados ou oferecidos de forma online

Com a liberação da telemedicina durante a pandemia, os pacientes crônicos devem ser acompanhados, sempre que possível, por ferramentas virtuais ou pelo telefone. Pacientes não crônicos podem ter suas consultas adiadas ou também podem utilizar as ferramentas online. Exames e procedimentos devem ser postergados sempre que possível.

2. Idosos frágeis só podem ser encaminhados para o hospital quando necessidades médicas ou de conforto não possam ser oferecidas por instituições de longa permanência (ILPI)

Além de terem maior risco de contrair infecções hospitalares, os idosos estão no grupo de risco para a Covid-19, por isso deve-se evitar ao máximo a transferência desses pacientes para hospitais. Quando for inevitável, é necessário instruir o hospital sobre as diretivas antecipadas de vontade.

3. A transfusão de hemácias deve ser bem avaliada antes da realização desnecessária

A transfusão de hemácias não deve ser realizada baseando-se apenas em algum valor arbitrário de hemoglobina. É necessário sempre avaliar e reavaliar a necessidade, oferecendo uma unidade de cada vez. Neste momento de pandemia é muito importante conservar os estoques e transfundir apenas aqueles que realmente precisarem.

Leia também: Doação de sangue: atualização dos critérios após epidemia de coronavírus

4. Idosos frágeis não devem ser entubados sem discussão prévia, sempre que possível, com o paciente ou familiares sobre as diretivas antecipadas de vontade

Sempre que possível, as diretivas de vontade dos idosos devem ser levados em consideração, já que a intubação por qualquer razão, incluindo Covid-19, tem baixa sobrevida ou propensão a comprometimento de qualidade de vida desses pacientes. As conversas antecipadas com o paciente ou seus familiares são importantes para evitar decisões apressadas que não reflitam os desejos dos pacientes.

5. Não prescreva medicamentos e terapias ainda não comprovadas e aprovadas para Covid-19

Os pacientes não devem ser colocados em risco por efeitos adversos de medicamentos que ainda estão sendo estudados. Se ainda não há consenso entre profissionais, é necessário aguardar mais evidências, que estão evoluindo rapidamente. O tratamento deve ser amparado em ensaios clínicos, validando a eficácia de forma científica. O uso compassivo pode ser aceitável em algumas jurisdições específicas.

Veja mais: Coronavírus no atendimento pré-hospitalar: como abordar?

Referência bibliográfica:

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