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carrapato causador da febre maculosa

Febre maculosa: qual a abordagem da enfermagem?

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A febre maculosa refere-se à uma doença de aspecto infecioso agudo cuja gravidade pode apresentar variação entre manifestações clínicas leves e pouco comuns até mesmo manifestações com potencial risco de letalidade.

A doença é causada por uma bactéria do gênero Rickettsia, transmitida pela picada do carrapato. E no Brasil, existem duas espécies que podem transmitir a doença, a Rickettsia rickettsii, encontradas especialmente no norte do Paraná e nos estados da região Sudeste, especialmente Minas Gerais, sendo este estado o líder de casos da doença; e a Rickettsia sp. cepa Mata Atlântica, que é encontrada em regiões silvestres.

O período de incubação e manifestação dos primeiros sintomas varia entre 2 a 14 dias, dependendo de cada pessoa, e para que a doença seja efetivamente transmitida, é necessário que o carrapato permaneça na pele do indivíduo por pelo menos 4 horas.

Febre maculosa

Depois que o carrapato contaminado pica o homem, ocorre a disseminação da riquétsia pelo organismo humano através dos vasos linfáticos e vasos sanguíneos, acometendo trato gastrintestinal, pulmões, coração, cérebro, pele, fígado, baço e pâncreas.

A riquétsia replica-se no endotélio vascular dos locais atingidos, utilizando-se das células da musculatura lisa. Logo após, é iniciada uma resposta inflamatória aguda resultando no aumento da permeabilidade vascular e consequente hipovolemia e hipoalbuminemia. Nos locais onde ocorre a infecção, há uma alta demanda de plaquetas, levando à uma trombocitopenia. Em consequência da grande extensão da lesão endotelial, o paciente entra m um estado chamado “procoagulante”, onde ocorre a ativação da cascata de coagulação, liberação de trombina, crescimento da agregação plaquetária e crescimento dos fatores antifibrinolíticos.

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Todo este quadro causa a trombose de vasos menores dos principais órgãos, necrose tecidual e isquemia cerebral.

Os principais sintomas são:

  • Febre;
  • Mialgia;
  • Fraqueza muscular;
  • Cefaleia;
  • Náusea e vômito;
  • Perda de apetite;
  • Exantema maculopapular;
  • Diarreia;
  • Hiperemia das conjuntivas;
  • Hepatoesplenomegalia.

O diagnóstico é clínico, tendo, portanto como suporte importante o hemograma; dosagem de enzimas; imuno-histoquímica; exame histopatológico e técnicas de biologia molecular para o estabelecimento de um diagnóstico específico.

O tratamento é relativamente simples, baseado em antibioticoterapia com tetraciclina, cloranfenicol, doxiciclina e reposição hídrica em função das perdas por vômitos e diarreias. Até o presente momento, não há vacina para prevenção ou tratamento desta doença.

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Por hora, ainda não existe nenhuma modalidade de profilaxia medicamentosa para esta doença, contudo, algumas medidas podem ser tomadas a fim de prevenir a contaminação, como por exemplo, evitar o contato com o carrapato, evitando áreas endêmicas ou rurais, utilizar roupas brancas a fim de facilitar a identificação de qualquer carrapato, inspecionar o corpo de 3 em 3 horas para remover qualquer carrapato que tenha se fixado na pele, e, ao encontrar um carrapato na pele, é recomendado que seja removido com uma pinça, delicadamente a fim de não ferir o carrapato e consequentemente, expor as riquétsias na pele promovendo a contaminação.

Ação do enfermeiro

É fundamental que o enfermeiro esteja atento aos sintomas para hipótese diagnóstica relacionada à febre maculosa, em especial, profissionais que atuam em áreas endêmicas ou rurais, especialmente entre os meses de junho e outro, sendo o período de procriação dos carrapatos. Desta forma, é possível estabelecer um diagnóstico e terapêutica adequada precoce.

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Autor:

Referências bibliográficas:

  • Fiol, Fernando De Sá Del Et Al. A Febre Maculosa No Brasil. Revista Panamericana De Salud Pública, V. 27, P. 461-466, 2010.
  • Melles, Heloisa Helana B.; Colombo, Silvia; Da Silva, Marcos Vinìcius. Febre Maculosa: Isolamento De Rickettsia Em Amostra De Biûpsia De Pele. Revista Do Instituto De Medicina Tropical De S „O Paulo, V. 34, N. 1, P. 37-41, 1992.
  • Lemos, E. R. S.; Mello, J. C. P. Riquetsioses. Rotinas De Diagnóstico E Tratamento Das Doenças Infecciosas E Parasitárias. 2ª Edition, São Paulo (Sp): Atheneu, 2007.

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