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Fraturas periprotéticas do fêmur distal podem ser difíceis de tratar

Fraturas de fêmur distal: Taxas de complicação após a fixação da placa lateral de periprotético

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Fraturas periprotéticas do fêmur distal podem ser lesões difíceis de tratar. A ausência de consolidação (pseudoartrose) pode ocorrer em até a 22% dos casos.

Um estudo publicado na revista Injury em maio de 2020 foi desenhado com o propósito de determinar a taxa de complicações e ausência de consolidação nestas fraturas. Trata-se de um estudo retrospectivo incluindo pacientes operados em três centros de trauma americanos de nível 1.

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Características do estudo

A amostra incluiu 55 pacientes com fratura periprotética do fêmur distal com acompanhamento mínimo pós-operatório de seis meses, ou até a união ou falha. Todos os pacientes foram tratados utilizando fixação cirúrgica com placa bloqueada lateral pré-moldada.

A taxa de união das fraturas determinada assim como os dados demográficos dos pacientes, idade, comorbidades, classificação e características da fratura. Os fatores da técnica cirúrgica avaliados incluíram o modo de fixação da placa, material da placa, área de trabalho, densidade e tipo do parafuso proximal.

Estas características foram identificadas e comparadas entre os pacientes que obtiveram ou não consolidação óssea. A análise de regressão foi realizada para identificar fatores de risco independentes para a pseudoartrose.

Resultados

A taxa geral de pseudoartrose foi de 18% e a taxa total de complicações foi de 24%. Considerando a execução de uma revisão cirúrgica adicional, 49 dos 55 pacientes obtiveram consolidação (89%).

Não houve diferenças estatísticas nas variáveis analisadas entre os grupos estudados , e nenhuma das variáveis estudadas foram fatores de risco independentes para a ausência de consolidação.

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Conclusões

Nesta série de 55 pacientes com fraturas periprotéticas de fêmur distal, 18% não obtiveram consolidação e taxa de complicação geral foi de 24%. Nenhuma variável relacionada ao paciente ou a cirurgia foi identificada como fator de risco.

Pesquisas futuras são necessárias para identificar quais são os pacientes com alto risco de complicações que poderiam se beneficiar de estratégias de fixação alternativas ou de cirurgias de salvação envolvendo técnicas de artroplastia não convencional de substituição.

Autor(a):

Referências bibliográficas:

  • Campbell ST, et al. Complication Rates after Lateral Plate Fixation of Periprosthetic Distal Femur Fractures: A Multicenter Study, Injury. 2020;51(8): 1858-1862. doi: 10.1016/j.injury.2020.05.009

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