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Medicina de Família e Comunidade: avanços, desafios e oportunidade

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Tempo de leitura: 2 minutos.

A Medicina de Família e Comunidade (MFC) é uma especialidade médica que atende as pessoas ao longo de suas vidas, independentemente de gênero, idade ou possível doença. Reúne ações de promoção e recuperação da saúde em situações agudas ou crônicas.

Para exercer bem tal especialidade, o médico deve possuir uma visão holística, considerando sempre os contextos biológico, psicológico e social e suas interações. Deve também realizar a continuidade da atenção mesmo quando a pessoa precisa ser vista por outros profissionais, idealmente mantendo contato e coordenando as atividades dos mesmos para a obtenção de melhores resultados. Além disso, precisa fazer um atendimento centrado na pessoa atendida, estabelecendo com ela uma boa comunicação e abordar uma abordagem familiar e comunitária, reconhecendo que as interações com outros são parte fundamental dos processos de saúde e doença individuais.

“Os principais avanços desta especialidade médica estão ligados à demonstração, por estudos mais bem delineados do que no passado, da ineficácia de certas medicações ou procedimentos. Além de uma melhor compreensão do fenômeno epidemiológico sobre o diagnóstico”, destaca Daniel Knupp, presidente da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC).

Principais desafios

“Do ponto de vista do trabalho do médico de família e comunidade, a não exigência de titulação como especialista para atuar nos serviços de atenção primária à saúde no SUS é, sem dúvida, o principal fator desmotivador”, afirma Daniel Knupp.

Potencial de crescimento

O médico de Família e Comunidade está presente tanto em centros urbanos, como áreas rurais, indígenas, quilombolas e ribeirinhas. Em cada região e cultura do país, existe uma diversidade de campos de trabalho.

Outro ponto importante é que serviços de atenção primária à saúde estão em forte crescimento, especialmente, na área de saúde suplementar (SUS).

Principais oportunidades

As principais oportunidades no Brasil para os médicos desta especialidade são a assistência ou preceptoria de residentes e graduandos em unidades de Atenção Primária à Saúde (APS). Estas existem em todos os municípios do país, atividade docente em universidades públicas e privadas, desenvolvimento de pesquisas locais e em colaborações internacionais, tutoria e supervisão presencial e à distância de outros profissionais na APS, assistência em unidades hospitalares de baixa e alta complexidade, além de consultório e alguns planos de saúde privados.

Atualmente, há muitos médicos de família e comunidade se destacando no campo da gestão e nos processos regulatórios da rede de atenção à saúde. Isso ocorre por sua visão abrangente e integrada da rede e proficiência em coordenação do cuidado.

De acordo com Daniel Knupp, presidente da SBMFC, além da expansão dos serviços de atenção primária à saúde há ainda muito espaço para os médicos de família e comunidade nas faculdades de medicina e na gestão dos serviços de saúde.

Panorama atual

O Brasil tem hoje aproximadamente 6 mil médicos de família e comunidade. A maior parte atua no campo da assistência à saúde. Mas há também os que se dedicam mais às atividades de ensino, gestão ou pesquisa.

Conquistas da SBMFC

A SBMFC atua representando os médicos da área e privilegia o desenvolvimento científico dos seus associados. Isso se dá em várias formas, sobretudo atuando na formação de especialistas e na produção científica.

Um dos destaques da entidade foi a realização do Congresso Brasileiro de Medicina de Família e Comunidade, que aconteceu entre os dias 10 e 13 de julho de 2019, em Cuiabá.

*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED

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