Menos da metade dos pacientes com câncer elegíveis para preservação da fertilidade são aconselhados 

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A sobrevida de pacientes diagnosticado com câncer vem aumentando cada vez mais, desse modo quando realizado em pacientes em idade reprodutiva é fundamental orientar quanto a preservação de fertilidade antes do início do tratamento — uma vez que alguns são gonadotóxico podendo promover infertilidade. 

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Paciente com câncer foi informada sobre preservação da fertilidade antes do início do tratamento

Estudo recente

Um estudo publicado na JAMA Network Open em Julho de 2020, evidenciou que menos da metade das mulheres (18 a 40 anos) e homens (18 a 50 anos) com diagnóstico de neoplasia e elegíveis a preservação da fertilidade foram informados sobre a possibilidade. O estudo transversal com análise de dados de clínicas voluntárias nos EUA para American Society of Clinical Oncology (ASCO) Quality Oncology Practice Initiative, os dados incluídos foram de janeiro de 2015 a junho de 2019 — pacientes com diagnóstico prévio de infertilidade ou esterilidade desejada foram excluídos. 

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As variáveis avaliadas foram idade, sexo, IMC (índice de massa corporal), raça/etnia, tipo de neoplasia, ano de inclusão e se houve encaminhamento ao fertileuta ou aconselhamento quanto a preservação da fertilidade prévio a quimioterapia. Dos 136.746 prontuários avaliados, destes 3.571 (51%) eram homens com idade média de 42,5 anos apenas 44% foram orientados quanto a possibilidade da preservação da fertilidade. Quando comparado com as mulheres houve uma diferença significativamente estatística evidenciando que o aconselhamento era maior nesta população, 56% delas foram orientadas. 

Outro dado relevante, é que o tipo de neoplasia influenciou na incidência a orientação, foi evidenciado que pacientes com diagnóstico de câncer de mama ou hematológico tiveram um maior aconselhamento sobre preservação da fertilidade.  

Conclusão

Desse modo, é possível concluir que ainda falta muito para que os pacientes oncológicos elegíveis tenham acesso a informação e ao procedimento, segundo o estudo uma das grandes barreiras além da falta de aconselhamento é o fato do seguro saúde não cobrir o procedimento. Todavia, é fundamental que os profissionais de saúde das mais diversas áreas tenham conhecimento dessa possibilidade e ofertem ao pacientes elegíveis, independente do sexo, para que eles tenham a autonomia para escolher se desejam ou não realizar a preservação. 

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Referências bibliográficas:

  • Patel P, et al. Evaluation of Reported Fertility Preservation Counseling Before Chemotherapy Using the Quality Oncology Practice Initiative Survey. JAMA Netw Open. 2020;3(7):e2010806. doi:10.1001/jamanetworkopen.2020.10806

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